Economia

Preço do feijão sobe 83% e assusta consumidores de Três Lagoas

O quilo do feijão carioquinha pode ser encontrado a R$12 nos mercados de Três Lagoas

Ana Carolina Kozara e Aurora Vilalba  - Hojemais Três Lagoas
15/03/19 às 11h06

O feijão nosso de cada dia está desaparecendo da mesa dos três-lagoenses, isso porque o quilo do feijão tipo carioquinha chega a ser vendido a R$12 nos mercados do município e as donas de casa estão procurando opções para substituir o prato tradicional da cultura brasileira.

À direita Emília Maria Souza Pereira, à esquerda Noemi Medeiros

É o caso da funcionária pública Emília Maria Souza Pereira que em entrevista ao Hojemais disse que se assustou quando chegou no mercado e encontrou um pacote de dois quilos de feijão sendo vendido a R$19, ela conta que a opção para as refeições agora é o feijão preto, o alimento que tradicionalmente é mais caro hoje pode ser encontrado a R$5,99/kg.

A três-lagoense Noemi Medeiros conta que a família aprendeu a viver sem o feijão neste período em que o preço está excessivamente alto, ela conta que o estoque do produto está zerado em sua casa e todas as vezes que vai ao mercado, prioriza a compra de carne.

Fabiano Batista

O empresário do ramo de alimentação em Três Lagoas, Fabiano Batista, conta que todos os dias prepara em média cinco quilos do de feijão e independentemente do valor que é vendido, precisa comprar o produto. Para não mexer no valor que as refeições são vendidas, precisa absorver o custo e sua margem de lucro fica muito baixa. Ele conta que os últimos meses tem sido difíceis para os negócios.

De acordo com Leandro Thomé, proprietário da rede de supermercados Thomé, o valor do produto subiu cerca de 83%, antes o consumidor podia comprar o quilo do feijão carioquinha por R$6, hoje precisa desembolsar R$5 a mais para comprar a mesma quantidade do produt

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Leandro explicou que o aumento é devido à quebra de safra, entre janeiro e abril o feijão vendido é produto das colheitas do Paraná, o problema é que neste ano a safra foi pequena e não é o suficiente para abastecer toda a demanda.

O feijão não tem condições de armazenamento para a próxima safra, ele deve ser vendido em até 120 dias, então qualquer alteração na produção, que gere o aumento da procura em relação à demanda, faz com que os preços disparem

Em entrevista Leandro disse que foi possível observar a mudança nos hábitos dos consumidores, ele conta que era comum realizar a compra dos itens da cesta básica uma vez ao mês e deixar estocado, hoje o cliente é mais cuidadoso em relação ao feijão e compra conforme o produto acaba.

O empresário disse que a tendência do preço do feijão é diminuir, mas não é possível precisar quando isso vai acontecer, pois depende da próxima safra ser boa e conseguir suprir a demanda.

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