O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 traz importantes avanços em sua política de acessibilidade e inclusão , ampliando o atendimento especializado para candidatos com diferentes condições de saúde e necessidades específicas. Entre as novidades anunciadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está a inclusão de situações relacionadas a transtornos mentais e à fibromialgia entre os casos que podem solicitar suporte diferenciado durante a aplicação das provas.
Com a mudança, participantes diagnosticados com condições como crises de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) poderão solicitar a presença de um acompanhante autorizado. Esse acompanhante permanecerá em uma sala reservada e monitorada por fiscais, podendo prestar apoio caso o candidato necessite de assistência ou estabilização emocional durante o exame.
O espaço também poderá receber familiares ou profissionais responsáveis por auxiliar participantes que precisem de ajuda para atividades como alimentação e deslocamento até o banheiro. Para garantir o atendimento, é obrigatório apresentar documentação comprobatória, incluindo laudos médicos, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Atendimento especializado cresce a cada edição
As medidas de acessibilidade do Enem contemplam pessoas com deficiência, transtornos, condições específicas de saúde, gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outros públicos que necessitam de suporte diferenciado.
Os números demonstram a crescente procura pelos recursos de inclusão. Em 2025, foram disponibilizados cerca de 165 mil recursos de acessibilidade para pouco mais de 116 mil participantes que solicitaram atendimento especializado.
O crescimento também pode ser observado ao longo dos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o número de participantes beneficiados passou de 30.856 para 89.770 pessoas , representando um aumento de 191% , praticamente triplicando em apenas três anos.
Recursos disponíveis para os participantes
Ao longo de sua história, o Enem vem ampliando continuamente os mecanismos de acessibilidade. Um dos marcos foi a adoção, em 2020, da escrita e correção da redação em Braille , sistema utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão.
Atualmente, os candidatos podem solicitar diversos recursos, entre eles:
- Prova ampliada e cartão-resposta ampliado;
- Prova superampliada;
- Videoprova em Libras;
- Leitor de tela compatível com os softwares DosVox e NVDA;
- Tradutor-intérprete de Libras;
- Serviço de leitura labial;
- Auxílio ledor;
- Auxílio para transcrição das respostas;
- Guia-intérprete para pessoas com surdocegueira;
- Mobiliário acessível;
- Sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida;
- Sala para lactantes e acompanhantes de crianças em fase de amamentação;
- Classe hospitalar para estudantes internados;
- Tempo adicional de 60 minutos para realização das provas;
- Calculadora para participantes com discalculia.
Todos os recursos devem ser solicitados pelo participante dentro dos prazos e exigências estabelecidos pelo edital do exame.
Principal porta de entrada para o ensino superior
Criado para avaliar o desempenho dos estudantes ao final da educação básica, o Enem consolidou-se como o principal mecanismo de acesso ao ensino superior no Brasil. As notas obtidas no exame são utilizadas em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) , o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) .
Além disso, universidades públicas e privadas utilizam os resultados do Enem como critério de seleção, seja de forma exclusiva ou complementar. As notas também possibilitam o ingresso em instituições de ensino superior de Portugal que mantêm convênios com o Inep, ampliando as oportunidades acadêmicas para estudantes brasileiros no exterior.
Com as novas medidas, o Enem 2026 reforça seu compromisso com a acessibilidade , a inclusão educacional e a igualdade de condições para todos os participantes.
