O Governo de Mato Grosso do Sul ampliou os investimentos em cursos técnicos profissionalizantes integrados ao Ensino Médio na rede estadual de ensino. O aumento foi de 25% em comparação ao ano anterior, alcançando o maior volume de recursos desde a implantação da proposta educacional no Estado.
De acordo com o secretário estadual de Educação, Helio Daher , o investimento passará de R$ 120 milhões em 2025 para R$ 150 milhões em 2026. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22), durante a justificativa dos novos contratos firmados com instituições privadas responsáveis pela formação técnica oferecida dentro das escolas estaduais.
Atualmente, cerca de 60% dos estudantes matriculados na rede estadual cursam simultaneamente o Ensino Médio e a formação técnica profissionalizante. Segundo a Secretaria Estadual de Educação (SED), aproximadamente 1,5 mil alunos já ingressaram mais cedo no mercado de trabalho por meio de contratos de jovem aprendiz intermediados pela pasta.
O principal objetivo da iniciativa é preparar os jovens para o mercado de trabalho formal logo após a conclusão dos estudos, reduzindo a informalidade entre os estudantes e aumentando a oferta de mão de obra qualificada em Mato Grosso do Sul.
Segundo Helio Daher, o programa busca criar oportunidades profissionais sem impedir que os estudantes ingressem posteriormente no ensino superior.
“A intenção é tirá-los da informalidade e atender à necessidade de mão de obra com o Estado crescendo. Não necessariamente eles vão parar no nível técnico e não vão querer entrar numa universidade. Inclusive, os participantes têm até um desempenho melhor no Enem”, afirmou o secretário.
A Secretaria Estadual de Educação informou ainda que deve concluir até o fim deste ano um levantamento para medir a taxa de empregabilidade e a renda média dos estudantes já formados nos cursos técnicos.
Formação tecnológica também recebe investimentos
Além do ensino técnico integrado ao Ensino Médio, a SED mantém contratos com instituições privadas de ensino superior para oferta de cursos tecnólogos com duração de três anos. Nessa modalidade, os estudantes precisam ter concluído o Ensino Médio e não pagam pela formação.
O investimento anual nessa modalidade, chamada de “técnico subsequente”, é de R$ 77 milhões. Considerando o período completo dos cursos, os contratos totalizam R$ 231 milhões ao longo de três anos.
Somados, os investimentos nos cursos técnicos integrados e nos cursos tecnólogos chegam a R$ 227 milhões apenas em 2026. Conforme explicou o secretário, todos os recursos utilizados são provenientes do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), do Governo Federal.
Segundo Daher, o valor destinado por estudante do Ensino Médio integrado ao técnico é o dobro do repassado para alunos do Ensino Médio tradicional, permitindo subsidiar os programas profissionalizantes desenvolvidos pelo Estado.
Ensino técnico cresce acima da média internacional
O secretário destacou ainda que Mato Grosso do Sul possui atualmente um índice de matrículas no ensino integrado superior ao registrado em países europeus.
Além da expansão do ensino técnico, a SED mantém parcerias com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul para incentivar os estudantes a ingressarem no ensino superior, inclusive com aproveitamento de disciplinas já cursadas durante o Ensino Médio.
De acordo com a Secretaria, a estratégia busca equilibrar a preparação dos jovens tanto para o mercado de trabalho quanto para a continuidade da formação acadêmica em Mato Grosso do Sul. Com informações Campo Grande News
