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MPMS apura quase 200 denúncias de irregularidades durante as Eleições 2026 em MS

Relatos recebidos desde o início da propaganda eleitoral envolveram publicidade irregular, uso indevido de bens públicos e postagens na internet

Da redação - Com informações do MP/MS
05/10/26 às 13h41
Coletiva de imprensa realizada ontem (04/10), após as apuraçãoes (Divulgação/MPMS)

Quase 200 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais foram recebidas e apuradas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) desde o início oficial da propaganda das Eleições 2026. Os registros foram encaminhados principalmente por meio da Ouvidoria do MPMS e do aplicativo Pardal, canal oficial da Justiça Eleitoral para denúncias da população.

De acordo com o coordenador do Núcleo Eleitoral do MPMS, promotor de Justiça Moisés Casarotto, os relatos passaram por triagem e análise, com encaminhamentos conforme a natureza de cada ocorrência. A maior parte das denúncias envolveu propaganda irregular em vias públicas, como cavaletes e cartazes que poderiam causar transtornos a pedestres e ao trânsito.

Na sequência, apareceram registros relacionados ao uso indevido de bens públicos e a postagens na internet. A atuação também alcançou o ambiente digital, que chegou ao período eleitoral sob atenção diante da circulação de conteúdos desinformativos e do uso de inteligência artificial para produção de materiais manipulados.

Os casos analisados pelo Ministério Público tiveram diferentes encaminhamentos. Entre as medidas adotadas estiveram notificações para retirada de materiais considerados irregulares, além de pedidos de aplicação de multas e ações judiciais que, em situações mais graves, podem resultar em cassação de registros ou diplomas, especialmente em casos de abuso de poder ou compra de votos.

A fiscalização ocorreu nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul durante o domingo de votação. Mais de 70 Promotores de Justiça Eleitorais participaram da força-tarefa, com presença em locais de votação nos centros urbanos, distritos, áreas rurais e comunidades indígenas.

Além da fiscalização presencial, o MPMS acompanhou as ocorrências encaminhadas pelos eleitores e manteve atuação integrada com a Justiça Eleitoral durante todo o processo.

Após o encerramento da votação, às 16h, os promotores eleitorais se deslocaram para o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), onde acompanharam o recebimento das mídias, os procedimentos de transmissão e a consolidação dos boletins de urna.

O trabalho marcou o encerramento de uma atuação que começou ainda na preparação do pleito e avançou pela fiscalização da propaganda, recebimento de denúncias, votação e totalização dos resultados. Ao todo, segundo o MPMS, foram quase 200 denúncias recebidas e apuradas desde o início da propaganda eleitoral.

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