O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a contratação de uma consultoria especializada para estruturar e desenvolver o projeto de concessão do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão , em Campo Grande. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28).
O serviço terá valor global de R$ 3.832.274 . A empresa contratada ficará responsável por auxiliar o Estado na elaboração dos estudos técnicos e na organização dos procedimentos necessários para definir o modelo de concessão do estádio.
Localizado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) , o Morenão é considerado um dos principais equipamentos esportivos do Estado e o maior palco histórico do futebol sul-mato-grossense.
Morenão passa por investimentos e recuperação
A troca completa do gramado começou em julho deste ano, com investimento previsto de R$ 1 milhão . A intervenção é considerada essencial para que o estádio volte a receber partidas oficiais. Outros R$ 20 mil já foram aplicados em mobiliário e segurança.
Além dessas melhorias, o Governo do Estado planeja destinar R$ 16,7 milhões às obras de recuperação do Morenão . A expectativa da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) é que o estádio tenha condições de sediar, em janeiro, a abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A de 2027 .
Estádio marcou a história do futebol de MS
Inaugurado em 1971 com o nome oficial de Estádio Universitário Pedro Pedrossian , o Morenão consolidou-se como o maior e mais importante palco esportivo de Mato Grosso do Sul.
Os principais momentos do estádio ocorreram nas décadas de 1970 e 1980, quando recebeu partidas históricas de Operário e Comercial pelo Campeonato Brasileiro da Série A .
O recorde de público foi registrado em 1978, quando quase 45 mil torcedores acompanharam a vitória do Operário sobre o Palmeiras. Em 1982, o local ganhou projeção internacional ao receber uma partida entre a Seleção Brasileira e a Seleção de Mato Grosso do Sul.
Já em 2010, o estádio sediou um jogo oficial das Eliminatórias da Copa do Mundo entre Brasil e Venezuela .
Problemas estruturais provocaram interdições
Nas décadas seguintes, a falta de recursos da universidade para realizar manutenções de grande porte levou o Morenão a uma grave crise estrutural.
O estádio enfrentou interdições recorrentes determinadas pelo Ministério Público e pelo Corpo de Bombeiros , em razão de falhas de segurança, problemas elétricos, ausência de acessibilidade e desgaste das arquibancadas.
Sem os laudos técnicos necessários para o funcionamento, o Morenão permaneceu fechado ao público durante longos períodos. A situação prejudicou os clubes locais e reduziu o calendário esportivo de Campo Grande.
Estado assumiu gestão do Morenão em 2026
A mudança de cenário começou a ser construída nos anos 2020, com o avanço das negociações para recuperar e preservar o estádio.
Depois de anos de tratativas e entraves burocráticos relacionados à posse da área federal, a UFMS e o Governo de Mato Grosso do Sul formalizaram um acordo de cessão.
Em 2026, o Estado assumiu oficialmente a gestão do Morenão, dando início a um pacote milionário de intervenções estruturais. A contratação da consultoria representa uma nova etapa desse processo e deverá viabilizar a concessão do estádio à iniciativa privada por até 35 anos .
