De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), 58 casos de pessoas desaparecidos foram registrados na Polícia Civil de Três Lagoas até o dia 30 de junho deste ano.
Para o Delegado Messias Pires, Titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, os números registrados neste período são considerados altíssimos, e os familiares devem procurar o mais rápido possível a delegacia para registrar os fatos.
Segundo o delegado, ultimamente tem sido comum o sumiço de adolescentes que muitas das vezes acabam não retornando para casa após a saída da escola, o que consequentemente tem deixado os pais desesperados.
“É aconselhável pela polícia, que os pais procurem à delegacia registrar os fatos, mesmo que seja a pouco tempo que tenha sentido a falta. Muita gente pode falar, que podem estar em algum vizinho”- reforça o delegado.
Conforme explica o delegado Messias, outros fatores tem chamado a atenção da Polícia Civil. "O desaparecimento de pessoas com depressão, outros problemas de saúde e até por dificuldades financeiras tem levado cada vez mais pessoas sair de casa"- destaca.
MORTES
Dois casos graves de desaparecimento registrados na delegacia relembra o delegado foi o de Anderson Barbosa Bezerra, o “Dinho” e o do mecânico Alisson de Souza dos Santos.
O corpo de “Dinho” foi encontrado em agosto do ano passado na região da cascalheira, as margens do Rio Paraná, e o do mecânico dia 1º de março deste ano em uma mata no perímetro de uma fazenda próximo a BR-158.
As investigações apontaram que Dinho foi assassinado porque era usuário de drogas, e devia para os criminosos, além de praticar pequenos furtos.
A situação incomodou membros do tráfico que agiam na região do Bairro Guanabara, e acabou sendo sequestrado, e levado para a Cascalheira. Neste local foi executado com disparo de arma de fogo.
Já o mecânico teria tido um relacionamento amoroso com uma garota de 11 anos de idade. Os familiares da garota descobriram o caso e procuraram membros da facção criminosa (PCC) para executá-lo em uma espécie de “Tribunal do Crime”.
Os dois casos resultaram nas Operações “Katogógis" e "Hidra de Lerna”. Diversas pessoas com participação direta e indireta nos crimes foram presas.