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58 casos de desaparecimento de pessoas foram registrados em Três Lagoas

De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), 58 casos de pessoas desaparecidos foram registrados na Polícia Civil de Três Lagoas até o dia 30 de junho deste ano.

Hojemais de Três Lagoas - Albecyr Pedro
23/07/18 às 17h17
(Albecyr Pedro)

De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), 58 casos de pessoas desaparecidos foram registrados na Polícia Civil de Três Lagoas até o dia 30 de junho deste ano.

Para o Delegado Messias Pires, Titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, os números registrados neste período são considerados altíssimos, e os familiares devem procurar o mais rápido possível a delegacia para registrar os fatos.

Segundo o delegado, ultimamente tem sido comum o sumiço de adolescentes que muitas das vezes acabam não retornando para casa após a saída da escola, o que consequentemente tem deixado os pais desesperados. 

“É aconselhável pela polícia, que os pais procurem à delegacia registrar os fatos,  mesmo que seja a pouco tempo que tenha sentido a falta. Muita gente pode falar, que podem estar em algum vizinho”- reforça o delegado. 

Conforme explica o delegado Messias, outros fatores tem chamado a atenção da Polícia Civil. "O desaparecimento de pessoas com depressão, outros problemas de saúde e até por dificuldades financeiras tem levado cada vez mais pessoas sair de casa"- destaca.

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Delegado do SIG, Ailton Pereira primeiro da esquerda; ao lado Delegado Regional Rogerio Makert e Major Ênio comandante da PM e Delegado Messias Pires (Albecyr Pedro)

MORTES

Dois casos graves de desaparecimento registrados na delegacia relembra o delegado foi o de Anderson Barbosa Bezerra, o “Dinho” e o do mecânico Alisson de Souza dos Santos.

O corpo de “Dinho” foi encontrado em agosto do ano passado na região da cascalheira, as margens do Rio Paraná, e o do mecânico dia 1º de março deste ano em uma mata no perímetro de uma fazenda próximo a BR-158.

As investigações apontaram que Dinho foi assassinado porque era usuário de drogas, e devia para os criminosos, além de praticar pequenos furtos. 

A situação incomodou membros do tráfico que agiam na região do Bairro Guanabara, e acabou sendo sequestrado, e levado para a Cascalheira. Neste local foi executado com disparo de arma de fogo.

Já o mecânico teria tido um relacionamento amoroso com uma garota de 11 anos de idade. Os familiares da garota descobriram o caso e procuraram membros da facção criminosa (PCC) para executá-lo em uma espécie de “Tribunal do Crime”.

Os dois casos resultaram nas Operações “Katogógis" e "Hidra de Lerna”. Diversas pessoas com participação direta e indireta nos crimes foram presas.

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