A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) inaugurou, na quinta-feira (7), o Espaço Terapêutico da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira 2, em Campo Grande. Na ocasião, também foi apresentado o P rojeto de Intervenção – Cuidado Humanizado em Saúde Mental no Cárcere , que aplica práticas integrativas e complementares como recurso de atenção especializada a internos em sofrimento psíquico.
O projeto foi desenvolvido no curso “Saúde e Bem Viver: Cuidado Integral para a Saúde Mental” , promovido pela Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser e pelo Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS). Idealizado pela enfermeira Alessandra Batistoti, a proposta segue a metodologia do Arco de Maguerez, que envolve observação da realidade, identificação de pontos-chave, teorização, elaboração de hipóteses de solução e aplicação prática.
O Espaço Terapêutico foi instalado no setor da enfermaria, com ambientação composta por plantas, iluminação suave e sons da natureza, criando um ambiente voltado à introspecção e ao cuidado. No local, já são oferecidas atividades como automassagem, rodas de conversa, meditação, aromaterapia, auriculoterapia e yogaterapia.
A ação integra o esforço da Agepen e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para promover atenção qualificada, reduzir o uso excessivo de medicamentos e fortalecer a dignidade no ambiente prisional.
O projeto seguirá em andamento com o objetivo de ampliar o alcance das práticas terapêuticas e integrá-las de forma permanente à rotina das unidades prisionais. A iniciativa é considerada um modelo de cuidado que reconhece a saúde mental como direito também das pessoas privadas de liberdade.
A inauguração contou com apresentações musicais, atividades integrativas e atendimento de auriculoterapia para servidores e colaboradores. Paralelamente, representantes da Agepen realizaram visita técnica dentro do programa Gestão Presente, que busca acompanhar de perto as unidades prisionais, identificar demandas e promover melhorias estruturais, de atendimento e de gestão.
