Levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que a maioria dos brasileiros está insatisfeita com a situação econômica durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O principal reflexo apontado pelos entrevistados é a alta nos preços dos alimentos — o que afasta ainda mais da mesa do consumidor produtos como picanha e cerveja, símbolos da campanha eleitoral petista em 2022.
De acordo com a pesquisa, apenas 18,9% dos eleitores afirmaram que a situação financeira melhorou. Para 42,7%, continua igual. Já 36,8% relataram piora, e 1,6% não souberam responder.
Para 73,7% dos entrevistados, os preços dos alimentos subiram desde o retorno de Lula ao governo. Outros 16,9% disseram que os preços permaneceram estáveis, 7,1% notaram queda, e 2,3% não opinaram.
Outro ponto abordado pela pesquisa foi a expectativa em relação ao consumo de picanha e cerveja — itens que ganharam destaque no discurso de campanha do presidente. Para 68,4% dos entrevistados, a situação econômica não deve melhorar a ponto de tornar esses produtos mais acessíveis até o fim do mandato. Apenas 25,7% acreditam que sim, enquanto 5,9% não souberam opinar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de abril, com 2.020 eleitores em 160 municípios de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.
A inflação dos alimentos é atribuída a diversos fatores, como condições climáticas adversas, alta do dólar e aumento das exportações. A seca prejudicou culturas como soja, azeite e cacau, enquanto as enchentes afetaram a produção de arroz — o que reduziu a oferta e elevou os preços.
Além disso, a valorização do dólar entre o final de 2024 e o início de 2025 aumentou os custos de produção no Brasil, com impacto direto sobre fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes. Ao mesmo tempo, o câmbio favoreceu as exportações, o que diminuiu ainda mais a oferta de carne e grãos no mercado interno.
*Com informações do Campo Grande News
