Empresto este título de filme para fazer um breve relato das relações internacionais, principalmente entre países potências e outros.
Desde a Antiguidade reinos potentes como o Egito, a Pérsia, a Babilônia, a Macedônia, a Grécia e o Egito procuraram dominar e EXPLORAR outros povos para seu lucro.
O mesmo ocorreu no período medieval com o Império de Carlos Magno, na Idade Moderna com o Império Britânico, Francês, Português, Espanhol, Holandês, Alemão e Japonês, que dominaram grande parte do mundo.
Já no século XX, as disputas entre as potências levaram o mundo à Primeira e Segunda Guerra Mundial. Terminado o segundo conflito, a Europa e o Japão estavam arrasados. Sobraram duas grandes potências: os EUA e a antiga URSS.
Ambas procuraram dominar suas "periferias", sendo no caso da URSS os países do leste europeu e no caso dos EUA os países latino-americanos (estamos aqui). Além desses, pelo mundo afora, os dois promoveram influências, derrubadas de governos e até invasões para garantirem seu domínio sobre eles.
Nosso país sempre sofreu com interferências, principalmente dos EUA, afinal, somos seu "quintal"! Todos os governos nossos que procuraram uma relação independente de outros países, ou seja, tomar decisões próprias foram perseguidos pelos EUA, políticos e empresários que tem interesses próprios que não os do nosso povo. O mesmo acontece com os países sob influência da atual Rússia.
Não temos que alinhar com nenhum deles. O que temos que ter é uma relação por igual com todos os países, respeitando seus problemas internos, assim como gostaríamos que nos respeitassem.
Os governos dos países potências sempre apoiaram suas empresas para venderem seus produtos e investirem em outros países. Até o próprio governo desses países investem em outros. Por falta de informação os brasileiros consideram um sacrilégio o nosso governo investir em outros países, principalmente os mais pobres. Pensam que isso não traria bons resultados, o que é um grande engano.
Uma vez Bush, então presidente dos EUA, fez uma viagem pela África, visitando alguns países. Um repórter perguntou-lhe porque estava visitando os mesmos países que Lula tinha ido. Bush respondeu que tinha ficado curioso com a viagem do nosso presidente e mandou investigar. A resposta que obteve foi que seria importante que fizesse o mesmo trajeto para sobrepor às influências do Brasil naquele continente, rico em recursos naturais e com grande população.
Getúlio, João Goulart, Geisel, Lula e Dilma foram os presidentes que mais procuraram ter um governo independente em relação a outros países, notadamente em relação aos EUA. Por isso mesmo sofreram pressões por parte de vários grupos políticos, da mídia, de empresários e do governo estadunidense.
Lembro-me quando um repórter perguntou ao Presidente Geisel, em pleno regime militar, porque ele não fez a modernização ferroviária como queria. Sua resposta foi algo assim, bem irritado: “Não deixam governar o meu país. Ainda bem que o meu governo está terminando!”.
O crime de Getúlio foi criar a PETROBRÁS e outras empresas nacionais. O crime de Goulart foi querer aumentar o valor do salário mínimo, ter uma política independente dos EUA, fazer a reforma agrária, priorizar a construção de habitações para os mais pobres e reformar a educação. Foi taxado de comunista porque tinha ido à China a mando do então presidente Jânio Quadros e porque tinha um ideal de igualdade para todos.
Enquanto nós, brasileiros, não tivermos um espírito libertário e independente, um espírito de real amor à pátria e não de complexo de vira-latas, de subserviência aos EUA ou a outro país, não vamos conseguir nunca a nossa real independência política, econômica, social e cultural.
Um estadunidense, um russo, um alemão ou um japonês nunca aceitariam outro país a dizer-lhes como fazer sua política. Eles conhecem a sua história e a história do mundo. Sabem como isso funciona. Exigem de seus políticos uma posição INDEPENDENTE na relação com outros países.
Os verdadeiros brasileiros são aqueles que amam seu país e ao seu povo, não os enxergando como simples meios de obter riqueza para si próprio. Os verdadeiros brasileiros priorizam aos mais pobres e não vendem nossas empresas para outros países. Os verdadeiros brasileiros são INDEPENDENTES!
Petrônio Filho.