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Autópsia confirma causa da morte de Juliana Marins e governo autoriza traslado do corpo

A autópsia confirmou que a brasileira Juliana Marins, morreu em decorrência de múltiplas fraturas e hemorragia intensa após cair de uma altura de aproximadamente 300, o laudo não apresentou sinais de hipotermia.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
27/06/25 às 16h17
Foto: Reprodução/Instagram

A autópsia realizada no corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, confirmou que a causa de sua morte foi um trauma contuso, resultado de múltiplas fraturas e hemorragia intensa. De acordo com os médicos legistas, a morte ocorreu cerca de 20 minutos após a queda da brasileira. Eles também informaram que não há indícios de hipotermia. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (27), pela Agência Brasil e Metrópoles.

A autópsia foi realizada no Hospital Bali Mandara, em Bali, na noite de quinta-feira (26), após o corpo de Juliana chegar à unidade por volta das 11h35 (horário de Brasília). O laudo apontou fraturas graves no tórax, costas, coluna, coxas e cabeça, causadas pela queda.

Juliana Marins sofreu uma queda, de aproximadamente 300 metros, enquanto fazia uma trilha com turistas no Monte Rinjani, na Indonésia. Ela foi filmada ainda com vida por drones no mesmo dia, porém só foi localizada, já sem vida, pelas equipes de resgate da agencia Basarnas no dia 24 de julho.

Os familiares criticaram a lentidão no processo de resgate e a falta de preparo da operação de resgate, que teria sido prejudicada pelo mau tempo e problemas técnicos. Especialistas também apontaram que a ausência de perícia imediata no local e as condições ambientais, como a alta umidade e temperatura, dificultaram a definição da hora exata da morte de Juliana. Ainda assim, a autópsia indiciou que não houve sofrimento prolongado, segundo os médicos, os ferimentos foram fatais em poucos minutos. 

Foto: Reprodução

Os médicos legistas também informaram que não havia sinais clássicos de hipotermia, como necrose nas extremidades e enfatizaram que a morte de Juliana foi “quase imediata” após sua queda.

Até então, o governo federal estava impedido de custear o transporte de corpos do exterior, salvo em raríssimas exceções. Diante da situação o governo brasileiro informou que irá custear o traslado do corpo, vetando o Decreto nº 9.199/2017 . O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um novo decreto que autoriza o custeio do traslado de corpos brasileiros falecidos no exterior em situações excepcionais.

O novo Decreto nº 12.535/2025 estabelece critérios como comoção pública nacional, ausência de seguro ou contrato que cubra as despesas, incapacidade financeira da família e disponibilidade orçamentária do governo federal.

A medida garante que o corpo da brasileira, Juliana Marin, seja repatriado como apoio do Ministério das Relações Internacionais. De acordo com informações do G1, o presidente determinou que o Itamaraty irá prestar todo o apoio necessário aos familiares, incluindo a cobertura dos custos com o traslado do corpo. A Prefeitura de Niterói (RJ), cidade natal da jovem, também anunciou que irá prestar ajuda financeira para a operação.


 O caso de Juliana Marins comoveu o país e gerou ampla mobilização nas redes sociais, resultando em mudanças importantes na política de repatriação de corpos. Agora, com o apoio das autoridades federais, os familiares de Juliana poderão finalmente dar a ela um adeus digno em sua cidade natal, encerrando um capítulo doloroso marcado pela tragédia e pela luta por justiça e humanidade.

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