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Cachorro espera retorno de dono que morreu no mês passado

O cão do aposentado Ituo Sugimoto, de 67 anos, que morreu no dia 30 de julho deste ano, ainda aguarda o retorno de seu dono na estrada municipal Francisco Avelino de Oliveira, no Lambari, em Auriflama.

César Felipe Costa / Equipe Pô Auriflama
15/08/18 às 08h09
(Pô Auriflama)

O cão do aposentado Ituo Sugimoto, de 67 anos, que morreu no dia 30 de julho deste ano, ainda aguarda o retorno de seu dono na estrada municipal Francisco Avelino de Oliveira, no Lambari, em Auriflama.

A história do animal leal chamado ‘Danadinho’, que não possui raça definida, foi publicada pela presidente da Apaa (Associação de Proteção e Amparo Animal), Lourdes Brito, neste final de semana e comoveu os internautas.

Segundo Lourdes, o cão já foi deixado sob os cuidados de pessoas responsáveis, mas ele continua na estrada, à espera de Ituo Sugimoto, repetindo o que sempre fazia há anos.

Ainda de acordo com Lourdes, a cena se repete todos os dias. “É uma cena triste de ver. Essas fotos são de hoje, mas ele [o cachorro] esteve lá por todos esses dias com uma carinha de muita tristeza” (sic), conta. “Como explicar que seu dono tão amado não vai voltar?”, indaga.

Entenda

A propriedade rural do aposentado foi roubada no dia 17 de julho, na zona rural do município. Ituo Sugimoto foi encontrado caído e com diversos hematomas, fruto das agressões que sofreu. Ele foi socorrido, ficou internado, mas morreu no dia 30 do mês passado.

Na última semana, a Polícia Militar recuperou os itens roubados pelo assaltante, escondidos na base de uma torre de transmissão de energia, nas proximidades do local do crime. O caso segue sendo investigado.

História de cinema

O caso de Ituo e seu cãozinho se parece com o filme Sempre ao Seu Lado, estrelado por Richard Gere, em 2009.

O filme conta a história de um cão que costumava esperar por seu tutor, um professor da Universidade de Tóquio, na estação Shibuya. Mesmo depois que o dono morreu, o cachorro continuou esperando por ele todos os dias, por mais de uma década, até morrer, em 1935. As pessoas ficaram tão tocadas que construíram uma estátua de Hachiko na estação. A história é uma lenda famosa entre os japoneses.

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