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Cartórios de Mato Grosso do Sul registram o menor número de nascimentos em janeiro

Nove meses após o primeiro mês com a pandemia instalada no Brasil, casais optam por  não ter filhos e número de registros de nascimentos atinge o menor patamar, em  relação à 2020

Da Redação
10/02/21 às 08h32

A pandemia do novo coronavírus não só deixou um rastro de mais de três mil mortos  entre a população sul-mato-grossense, como também começa a causar impactos futuros,  atingindo as taxas de natalidade em Mato Grosso do Sul. Levantamento da Associação  dos Registradores de Pessoas Naturais do Mato Grosso do Sul (Arpen/MS), com base nos 

registros de nascimentos realizados nos 92 Cartórios de Registro Civil existentes, mostra  uma queda de 7,44% nos nascimentos em janeiro de 2021, primeiro mês após o período  normal de gestação, desde a chegada da COVID-19 no Brasil, em que os casais optaram  por ter filhos ou não, já com a crise sanitária instalada no País. 

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil  (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), repositório de estatísticas dos atos  praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação  Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Em janeiro deste ano,  foram realizados 3.582 nascimentos, número 7,44% menor que o registrado em janeiro  do ano passado, quando houve 3.870 registros. O número é ainda quase 9 pontos  percentuais menor que a média histórica nacional do mês de janeiro desde 2002, que é de  1,39% ao ano, número que se repete quando se olha o período anual. 

No Brasil, os números de nascimentos em janeiro também tiveram queda, chegando a  15,1%, com relação ao mesmo período de 2020. Foram registrados 207.901 nascimentos  em janeiro de 2021, frente a 244.974 ocorridos no mesmo mês do ano anterior. Em âmbito  nacional, a média histórica de variação do mês de janeiro também é de 0% ao ano, a  mesma porcentagem de variação quando analisados os números do período anual.  

A pandemia trouxe muitas consequências que afetaram e ainda afetam diretamente a vida  da população. A queda da natalidade, registrada na maioria dos Estados brasileiros, é mais  uma consequência do vírus, que alterou drasticamente a forma de nos relacionarmos e de  como fazemos planos para o futuro. O nosso desejo é que passado esse momento  conturbado, possamos gradualmente retornar à vida "normal", para que aos casais possam  realizar o sonho de ter filhos", afirma o presidente da Associação dos Registradores de  Pessoas Naturais do Mato Grosso do Sul (Arpen/MS), Marcus Roza. 

O número de nascimentos registrados em 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como a  variação da média anual, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um  intervalo de até 15 dias entre o nascimento e o lançamento do registro no Portal da  Transparência. Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para  comunicação de registros em razão da situação de emergência causada pela COVID-19. 

Sobre a Arpen-Brasil 

Fundada em setembro de 1993, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas  Naturais (Arpen-Brasil) representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o  País, que atendem a população em todos os estados brasileiros, realizando os principais  atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.  

* Assessoria de Imprensa da Arpen-Brasil 

 

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