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Caso Melina: Ministério Público destina valor da fiança para compra de cadeira de rodas

Flávio de Mendonça pagou fiança no valor de mil reais à época; hoje, encontra-se em paradeiro desconhecido da justiça

Hojemais Três Lagoas - Ygor Andrade
28/03/18 às 08h25
Melina foi levada para Campo Grande (Reprodução/Facebook)

O caso da garotinha de três anos, atropelada por um homem alcoolizado ainda está rendendo. Melina Pereira teve a perna esquerda amputada depois de ser submetida a uma cirurgia em Campo Grande, quando foi vítima do atropelamento no início do mês, na Vila Haro.

O acusado, Flávio Santos de Mendonça, até o momento da publicação desta matéria, tinha paradeiro desconhecido pelas autoridades.

Acontece agora que, a Juíza de Direito Aline Beatriz de Oliveira Lacerda acatou um pedido do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, vindo por meio do Promotor de Justiça, Luciano Anechini Lara Leite, para destinar o valor da fiança, pago por Flávio, para a compra de uma cadeira de rodas para Melina.

Esse valor de mil reais, foi pago pelo acusado Flávio à época do acidente.

Flávio Santos de Mendonça é acusado pelos crimes de dirigir sob o efeito de álcool e também de causar lesão corporal a terceiros enquanto conduzia veículo automotor. Se for condenado, Flávio pode pegar até cinco anos de prisão.

PRISÃO

O Promotor de Justiça pediu a previsão preventiva de Flávio, além da suspensão do direito de dirigir e a apreensão do veículo envolvido no acidente. No entanto, os advogados de defesa de Flávio pediram pela revogação da prisão, pedindo que fosse substituída por outras medidas cautelares.

“O Ministério Público Estadual manifestou pelo indeferimento do pedido de revogação da prisão preventiva, bem como, pugnou posteriormente pelo reconhecimento da quebra de fiança recolhida pelo autuado, com a disponibilização do valor de R$ 1 mil para a família da vítima, para aquisição de cadeira de rodas, com expedição de guia de levantamento em nome da genitora da vítima”, informa a nota do Ministério Público do Mato Grosso do Sul

Com isso, a Juíza de Direito, Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, acatou a decisão do MPMS e indeferiu o pedido de liberdade provisória de Flávio e acolheu também a quebra da fiança, devendo o valor de mil reais ser destinado para a compra da cadeira de rodas.

Para conseguir o valor, a mãe de Melina precisa comparecer ao cartório para indicar uma conta e receber os valores da fiança.

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