O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de liderar uma suposta organização golpista.
O veredito, que deve ser oficializado até sexta-feira (12), foi amplamente repercutido na imprensa internacional, trazendo destaque à "queda dramática" na carreira do ex-mandatário brasileiro.
A ministra Cármen Lúcia, ao proferir seu voto, consolidou uma maioria de 3 a 1 a favor da condenação, com o último voto ainda a ser emitido pelo ministro Cristiano Zanin. Esse julgamento já é considerado histórico, uma vez que Bolsonaro pode se tornar o primeiro ex-presidente do Brasil a ser condenado por um atentado à democracia.
A imprensa internacional acompanhou o caso de perto. A agência Reuters destacou a inédita condenação de um ex-presidente brasileiro nesse tipo de crime. O jornal britânico The Guardian ressaltou que Bolsonaro pode enfrentar décadas de prisão, enquanto o Washington Post informou que a defesa do ex-presidente pretende recorrer.
O Wall Street Journal chamou a atenção para o impacto que essa condenação pode ter nas disputas políticas internacionais, especialmente entre Donald Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Já a Bloomberg apontou as acusações de perseguição política que Bolsonaro tem feito contra o STF.
A repercussão também foi sentida em publicações como El País, que destacou a decisão como um passo significativo do Brasil contra a impunidade, e a BBC, que contextualizou a trama golpista nos eventos de janeiro de 2023. O Clarín argentino menciona a possibilidade de Bolsonaro cumprir até 40 anos de prisão.
O posicionamento final do STF e a definição das penas para os condenados serão os próximos capítulos dessa história que marca a justiça brasileira.
com informações adicionais g1*
