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“Crianças vítimas de maus-tratos de babá terão acompanhamento com Conselho Tutelar”, afirma Conselheiro José Neto

De acordo com Neto, chegou à equipe que na casa da mulher funcionaria uma creche clandestina.

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
28/04/23 às 09h07
Conselheiro Tutelar José Neto. (Foto: Arquivo)

Nesta semana, um vídeo circulou pelas redes sociais de uma mulher confessando que havia agredido crianças que ela cuidava como babá. Com a repercussão, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil de Três Lagoas entraram em ação. 

A suspeita prestou depoimentos na delegacia e foi liberada para responder em liberdade, pois não houve flagrante. O conselheiro tutelar, José Neto, falou ao Hojemais Três Lagoas sobre as medidas que foram tomadas pelo órgão. 

O Conselho Tutelar recebeu o vídeo, no fim da tarde de terça-feira (25), e começou a apurar as informações para identificar as crianças, seus responsáveis e a babá, para poder tomar as providências. “Na quarta-feira (26), nós conseguimos identificar seis crianças e cinco mães, inclusive o endereço da babá que cuidava das crianças”, afirma o conselheiro. 

De acordo com Neto, chegou à equipe que na casa da mulher funcionaria uma creche clandestina. Quando a equipe foi até o local, não havia nenhuma criança, principalmente após a divulgação do caso. A investigação da denúncia será liderada pela Polícia, enquanto as crianças serão atendidas pelo Conselho Tutelar. 

Em conversa com os pais, foi possível descobrir que tinha uma certa desconfiança das atitudes da suspeita. “Uma mãe contou que seu filho não queria mais ir com a babá, chorava e tinha muita resistência”, expõe Neto. Essa criança, de quatro anos, foi a única a manifestar, já conseguindo verbalizar, enquanto as demais são menores, entre um e dois anos. Os outros responsáveis não indicaram desconfianças. 

Como os pais podem identificar sinais de maus-tratos? 

Os filhos costumam demonstrar sinais, seja ao ficarem mais agressivos, por meio do choro ou se retrair. É preciso que os pais identifiquem essa mudança de comportamento e procure as instituições de ensino para compreender o que se passa com a criança. 

“É fato que as crianças apresentam os sinais, como a que não queria mais ficar com a babá e chorava, mostrando que alguma coisa estava acontecendo no ambiente que criou aquele medo”, acrescenta. 

Como proceder nesses casos?

O cuidado deve iniciar na etapa de contratação desses serviços, a orientação é buscar mais informações e as referências sobre os profissionais, verificar as experiências para certificar de que os filhos estarão seguros e bem cuidados, prevenindo que a agressão aconteça. 

Caso aconteça os maus-tratos, os responsáveis devem procurar o Conselho Tutelar, as forças policiais da cidade, o CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), assim como as escolas para ver o que se passa com a criança. 

As pessoas que identificarem uma suspeita, podem entrar em contato com o Conselho Tutelar por meio do telefone (67) 99293-1579 ou ir à sede no endereço R. Zuleide Pérez Tabox, 306 – Centro. Para denúncias mais anônimas, o Disque 100 também está disponível. 

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