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Criptografia, inteligência artificial e blockchain devem fortalecer combate aos crimes digitais

Organizações investem nessas tecnologias para avançar na defesa de seus respectivos sistemas diante do crescimento dos crimes cibernéticos

Da Redação
14/08/22 às 08h41
Raul Colcher, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE)

O aumento da robustez de sistemas e técnicas criptográficas, o uso de tecnologias e mecanismos digitais emergentes ­- como IA e blockchain - em aplicações de segurança, e a introdução de arquiteturas de segurança nativas, como parte da computação e arquiteturas de negócios, são avanços importantes que devem fortalecer o combate aos crimes digitais. "A maioria dos desenvolvimentos atuais relevantes para a segurança cibernética para fins comerciais são incrementais e não disruptivos", analisa Raul Colcher, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, e sócio da Questera Consulting.

Para os próximos anos, Colcher prevê a apropriação de tecnologias de computação quântica para aplicação em soluções de segurança, o que deve aumentar drasticamente a proteção contra invasões e outras atividades criminosas. "Os estágios de desenvolvimento que têm sido relatados em centros avançados em países como Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Israel parecem indicar que tais tecnologias podem, de fato, estar disponíveis dentro de um horizonte de cinco anos, pelo menos em suas formas pioneiras".

O crescente número de invasões cibernéticas em corporações privadas e organizações públicas em todo o mundo criou um elemento crucial para o combate a essas fraudes digitais, segundo Colcher: o aumento da conscientização por parte de gestores sobre a importância de fortalecer o nível de informação e conhecimento da força de trabalho sobre essas questões. "Quanto mais conscientização das pessoas para o problema, maior a possibilidade de se criar um ambiente mais seguro."

Colcher cita como exemplo o sistema financeiro e bancário brasileiro. Apesar do número crescente de ataques, o especialista considera que os serviços dos bancos estão entre os mais avançados do mundo. "A rede bancária investe pesado para proteger os ativos e informações de seus clientes, que são constantemente alvos de golpes, hackers e outras ameaças", analisa.

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