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Degustador de cerveja: você gostaria de ter essa profissão?

Advogado treslagoense, que é também sommelier de cerveja, comenta um pouco do mundo que faz parte de uma das bebidas mais amadas do Brasil

Hojemais Três Lagoas - Daniela Galli
08/11/21 às 11h24

O treslagoense Marco William Corrêa Siketo Lacerda é advogado e detetive particular e se dedica ainda a investigar os tipos e famílias de uma das bebidas mais amadas do Brasil e bastante consumida nesta época do ano em que as temperaturas ultrapassam os 40º: a cerveja.

Siketo é sommelier de cerveja, formado pelo Instituto da Cerveja Brasil, com chancela da ABS-SP – Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo-SP.  Ele explica que quem exerce a profissão é um entusiasta. “É uma pessoa apaixonada por cerveja que busca conhecer e diferenciar para a degustação, através do paladar e do olfato, diversas variações da bebida”.

Segundo ele, as possibilidades são quase infinitas, levando em consideração as qualidades de malte, lúpulo e até rampas de cozimento que dão origem sempre a sabores e aromas diferenciados. “O sommelier estuda isso e se torna um especialista em servir cervejas”, diz Siketo. Além disso o profissional também aprende a formar cardápios, organizar eventos gastronômicos e fazer harmonização da bebida com vários pratos.

ORIGEM

A cerveja surgiu há cerca de nove mil anos, na região da mesopotâmia, onde hoje está localizado o oriente médio. “Provavelmente, por engano, alguém deve ter deixado um cereal na chuva, depois isso foi fermentado. Uma pessoa bebeu e percebeu que ficou embriagado por causa do teor alcoólico da bebida”.

O lúpulo passou a ser adicionado depois, por volta do ano 1200 aproximadamente. Quem descobriu o novo ingrediente foi uma freira beneditina. “Foi quando se começou a ter o entendimento de que a lúpulo dava mais tempo de vida à cerveja. Eram adicionados ainda maços com cascas de ervas e plantas medicinais para ferver com a bebida e dar um aroma diferente, que não era característico somente do malte”.

FAMÍLIAS

Siketo explica que as cervejas podem ser divididas em três famílias

Lagers – são as mais consumidas no mundo. No Brasil são as chamadas “pilsen”, porém o sommelier diz que elas são classificadas pelos especialistas como “standards”. “As pilsens de verdade são um estilo de cerveja que vem da República Tcheca ou da Bavaria. Não são puro malte e possuem uma qualidade de açúcar fermentável menor que as outras. A fermentação também é feita em baixa temperatura”.

Ales – sã mais frutadas, com aromas mais avolumados e que parecem mais a cerveja mesmo. Elas teriam surgido antes mesmo das pilsens através de fermentação natural. “Elas são consideradas de alta fermentação, pois esse processo acontece  com a temperatura elevada”. A IPA (Indian Pale Ale), segundo Siketo, pode ser considerada uma das ‘queridinhas’ dos brasileiros, além das cervejas feitas de trigo.

Lambics – Também são fermentadas naturalmente, feitas em cervejarias antigas, principalmente na Bélgica. “A bebida é colocada em uma espécie de ‘piscinão’ e ela fermenta com o que tem na atmosfera daquele ambiente em que estão. Em algumas são adicionadas frutas, são mais ácidas e lembram bebidas mais vinificadas com sabor de cereja, morango, pois há ainda um açúcar diferenciado que é adicionado”.

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