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Desmistificando a terapia canabinóide

Vinicius Neves, médico de família e comunidade especialista em terapia canabinóide, conta do preconceito que cerca o tema

Thais Dias - Hojemais Três Lagoas
25/09/21 às 06h34

O canabidiol, conhecido popularmente como CBD, é uma substância extraída da planta Cannabis, que atua no sistema nervoso central, e que apresenta potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, mal de Parkinson, epilepsia ou ansiedade, por exemplo.


Além disso, o canabidiol tem vindo também a revelar outros benefícios e propriedades farmacológicas, como ação analgésica e imunossupressora, ação no tratamento de AVC, diabetes, náuseas, câncer e efeitos sobre os distúrbios de ansiedade, do sono e do movimento, o que o torna uma substância com um grande potencial terapêutico.


No Brasil, a Anvisa criou uma categoria de medicamentos derivados da Cannabis que podem ser comercializados após aprovação da Agência. Estes remédios estão indicados principalmente nos casos em que outras formas de tratamento não estão demonstrando o efeito pretendido e a sua venda é feita com apresentação de receita médica de controle especial.


Para Vinicius Neves,médico de família e comunciade e especialista em terapia canabinóide, por conta do preconceito que cerca o tema e a falta de difusão do conhecimento sobre esse produto aliado a muitas informações erradas que são associadas a ele. Ideias falsas sobre a maconha, que têm por finalidade manter seu uso terapêutico e mesmo recreativo proibidos, são as responsáveis por ainda termos evoluído muito pouco na sua utilização medicinal.

O tratamento com canabidiol geralmente é iniciado junto de demais medicações que se já faz uso e, tendo um resultado positivo após ajuste dose, o tratamento do problema inicial é reajustado.

Segundo Neves, o tratamento não é aconselhado para condições as quais ainda não se tenha evidências científicas que justifiquem o uso; em pessoas com história de esquizofrenias também não se aconselha; em gestantes e lactantes, o uso ainda não é considerado seguro.

O especialista alerta para o uso “É necessária receita médica e acompanhamento do mesmo; pode ser adquirido em farmácias comuns ou por associações – existem algumas no Brasil, através das quais se obtêm o produto, tomando o cuidado para verificar a qualidade do local que oferece; no Brasil existem algumas associações com permissão de produção e venda que têm ótima procedência, não havendo necessidade de importação, como ainda acontece com muitas pessoas”.


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