O Dia Internacional da Mulher foi marcado neste domingo (8) por manifestações em diversas cidades do Brasil. Atos realizados em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador reuniram milhares de pessoas em protestos contra o feminicídio, a violência de gênero e em defesa de direitos das mulheres.
Segundo informações de O Globo, as mobilizações ocorreram em meio ao aumento da preocupação com a violência contra mulheres no país. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 casos de feminicídio, o maior número já contabilizado, segundo dados divulgados recentemente.
Protesto em Copacabana lembra vítimas de feminicídio
No Rio de Janeiro, a manifestação aconteceu na Praia de Copacabana, na altura do Posto 3. No início da manhã, participantes fincaram cruzes na areia com a frase “Parem de nos matar”, em referência às vítimas de feminicídio.
O ato reuniu representantes de movimentos sociais, organizações sindicais e integrantes da sociedade civil. Durante a mobilização, manifestantes também realizaram intervenções culturais e apresentações artísticas na orla.
Após a concentração inicial, o grupo seguiu em caminhada pela orla até o Posto 1, com falas de lideranças políticas e representantes de movimentos sociais.
Pautas incluem combate à violência e direitos trabalhistas
Além do protesto contra o feminicídio, os atos do Dia Internacional da Mulher também reuniram reivindicações ligadas a direitos trabalhistas, igualdade de gênero e maior participação feminina na política.
Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estavam mudanças nas condições de trabalho, o fim da escala 6×1 em alguns setores, além de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Cartazes, camisetas e adesivos com mensagens contra a violência e em defesa da igualdade marcaram a manifestação na capital fluminense.
Mobilizações também ocorreram em São Paulo
Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu duas manifestações ao longo do dia. Os atos reuniram diferentes grupos políticos e movimentos sociais, que debateram temas como violência contra mulheres, direitos reprodutivos e condições de trabalho.
As mobilizações também discutiram políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e a ampliação da participação feminina em espaços de decisão.
Atos se espalham por capitais brasileiras
Além do Rio de Janeiro e de São Paulo, manifestações pelo Dia Internacional da Mulher foram organizadas em diversas capitais e grandes cidades brasileiras, incluindo Salvador.
Os protestos reforçaram demandas históricas do movimento de mulheres, como o enfrentamento à violência de gênero, igualdade no mercado de trabalho e garantia de direitos.
As mobilizações do 8 de março também destacaram a importância de ampliar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e de fortalecer ações de combate ao feminicídio em todo o país.
