Foi informado nesta segunda-feira, 23, confirmação da existência de dois novos casos de Leishmaniose humana em Três Lagoas, pela Secretaria Municipal de Saúde.
Um rapaz de 16 anos, no Bairro Alvorada, e um homem de 43 no Alto da Boa Vista ou Novo Ipanema. Ambos encontram-se fora de perigo e em tratamento.
Segunda Georgia Medeiros de Castro, Diretora de Vigilância em Saúde e Saneamento, já foram colocadas armadilhas para o “flebótomo”, mosquito transmissor, nos arredores onde o adolescente mora, e será colocado também no bairro onde o homem mora.
As armadilhas serão colocadas por três dias consecutivos (montadas a noite e retiradas pela manhã) para em laboratório averiguar se há a existência do mosquito flebótomo.
Até o momento foram três casos confirmados, sendo um óbito. O primeiro ocorreu em abril e se tratava de um homem de 53 anos morador do bairro Santa Julia, que veio a óbito em razão de comorbidades diagnosticadas junto com a doença, informou a coordenadora.
AÇÃO
Segundo a coordenadora, um fluxo de trabalho é montado a partir do momento que identificamos um paciente com leishmaniose. A primeira ação acontece na Vigilância Epidemiológica, onde é feita toda a investigação do paciente e possível local de onde ocorreu a infecção, fazendo várias perguntas tais como: se viajou, quais as localidades que passou, entre outras.
De acordo com ela são vários setores interagindo. A Vigilância Epidemiológica com a investigação, Entomologia com armadilhas e monitoramento do vetor. Centro Controle de Zoonoses (CCZ) coleta de cães para exames de Leshimaniose para a realização do exame de teste rápido e Elisa. Setor de Endemias realiza o manejo ambiental e as borrifações, além da parceria do laboratório que processa os exames.
Segundo o coordenador do CCZ, médico veterinário Hugo Nogueira Faria, somente na sexta-feira (20), 46 amostras de sangue foram coletadas de animais das redondezas onde foram notificados os casos para análise.
“Se os cães forem diagnosticados com leishmaniose, os donos são orientados a procurar um tratamento eficaz com um veterinário de confiança e, claro, com a responsabilidade de realizar o tratamento. Caso o dono opte pela eutanásia o mesmo deve levar o animal até o CCZ para os devidos procedimentos”, explicou o médico veterinário.