O adolescente de 16 anos, suspeito de matar a advogada Clarinda Tamashiro, 72 anos, na última quarta-feira (28) em Aquidauana, confessou o crime de latrocínio – roubo seguido de morte. Durante o depoimento, o adolescente demonstrou frieza e relatou todo o crime.
De acordo com o site Correio do Estado, o jovem confessou ter assistido a vítima morrer por asfixia e ficou na casa com o corpo por aproximadamente oito horas. Ele planeja fugir com o dinheiro encontrado no local, mas foi pego antes por populares.
Segundo o delegado Éder Oliveira Moraes, titular da 1ª Delegacia de Polícia do município, foi levantada hipótese de envolvimento de mais pessoas, porém, tal possibilidade pode ser descartada. Além disso, é preciso resultado de laudo pericial para confirmar se houve violência sexual, já que a vítima foi encontrada amarrada e nua sobre a cama. "Ele detalhou tudo com uma calma que até assusta. Já conhecia a vítima e sabia a rotina", disse.
O CRIME
Conforme explicado pelo delegado através de apuração do Correio do Estado, o menor disse em depoimento que já tinha roubado a vítima outras três vezes, inclusive em dezembro do ano passado, quando levou o celular e R$ 5 mil dela. Por este motivo, conhecia bem o local dos fatos e sabia que horas a vítima acordava. O crime foi cometido no Depósito Tamashiro, localizado no Bairro Alto. O estabelecimento era administrado pela vítima e também era onde ela morava.
O garoto chegou por volta das 5 horas da manhã de ontem e ficou esperando Clarinda acordar. "Ele se escondeu no quintal, pois sabia que a cozinha da casa ficava em uma área separada e que bem cedo a vítima teria que sair", relatou o delegado. Às 6 horas a vítima abriu a porta e saiu, conforme esperado, oportunidade em que o autor entrou escondido e foi para o quarto dela, ficando atrás da porta. "Ele disse que a mulher vestia apenas uma camiseta, sem roupas íntimas, motivo pelo qual teria sido encontrada nua".
Sem perceber a presença do estranho, a vítima voltou para o quarto, oportunidade em que foi agredida com soco no rosto, sofrendo corte profundo. Em seguida, o menor a segurou pela boca para que não gritasse e a encurralou contra a parede. A idosa não resistiu e caiu. "Ele então amarrou ela pelas mãos e pés com fios de eletrodomésticos, tapou a boca dela com toalha e passou fio por cima, para garantir que a toalha ficasse firme", explicou.
Como se não fosse suficiente, adolescente pegou o fio de telefone e enrolou em volta do pescoço de Clarinda, asfixiando-a lentamente. "Neste momento é que temos certeza da crueldade do crime. Ele ficou observando a vítima se debater, lutando pela vida, até não conseguir mais". Após a morte, começou a vasculhar a casa em busca de objetos de valor, encontrando R$ 13.800 no guarda-roupas.
Com informações Correio do Estado