A biomédica Isabela Xavier, responsável pelo laboratório Biocitos de Três Lagoas contou a nossa equipe de reportagem como o laboratório se reinventou nesta época de pandemia.
Biocitos que está a mais de 20 anos atendendo a população de Três Lagoas, agora está realizando os exames de Covid-19.
Isabela afirmou que os pacientes são todos atendidos com hora marcada, e a coleta e pagamento para quem irá realizar o teste de Covid é feito em uma sala separada que foi totalmente preparada para atender o público.
A Biomédica explicou que há dois tipos de exames do Covid-19. O mais assertivo é o RT-PCR, que utiliza a biologia molecular.
Nele, uma amostra de secreção nasal e da garganta do paciente é levada ao laboratório para uma busca minuciosa pelo material genético do Sars-Cov-2.
“Esse processo em laboratório demora oito horas, se não houver fila. Mas com uma demanda tão grande como a atual, a capacidade produtiva dos laboratórios está menor”, conta Isabela.
Há ainda os chamados testes rápidos, que também são feitos a partir de secreção nasal e de garganta ou sangue. Eles ficam prontos em tempo recorde: entre 10 e 30 minutos. O Ministério da Saúde recentemente anunciou o recebimento de 8 milhões de exames do tipo — a princípio, eles serão destinados a profissionais de saúde e de segurança.
O problema: apesar de ágeis, não são tão confiáveis. Ao contrário do RT-PCR, eles medem a quantidade de dois anticorpos (o IgG e o IgM) que o organismo produz quando entra em contato com um invasor.
Acontece que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, ao passo que IgG pode aparecer só mais tarde. E para dar um resultado positivo, é preciso que haja uma quantidade mínima dessas moléculas circulando pelo corpo.
Assim, em algumas situações, o exame pode não detectar a presença do novo coronavírus, um resultado falso-negativo, como afirmou a biomédica.