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“Estou sofrendo muito”, diz jovem que terá de se despedir de José, o porquinho de estimação

O porquinho José não é criado preso no chiqueiro, mas fica solto ou amarrado no quintal. Até os quatro meses de vida, dormia dentro de casa.

Da Redação
06/03/21 às 13h24
Michele e José ( Reprodução/Fatos Regionais)

Michele Mih - como se denomina em seu perfil no Facebook -, e sua família, que sempre morou na zona rural, recentemente se mudou para a cidade de Água Clara, especificamente, para o Núcleo Barra Mansa. No referido bairro, continuam mantendo os hábitos da fazenda. A criação de galinha, porém, incomodou a um vizinho que trabalha na granja do município e acabou denunciando o fato à Vigilância Sanitária, já que o seu emprego não lhe permite morar próximo de quem cria qualquer tipo de aves. A vigilância visitou o local e obrigou a retirada das galinhas. Ocorre que nesta vistoria, acabaram descobrindo a existência de um porco, que também é criado no local.

Procurada pelo Fatos Regionais, Michele explicou que o porquinho, a quem deu o nome de José, é de estimação e, inclusive, completou um ano de vida na quinta-feira. Ainda segundo Michele, ela e toda a família, composta pelo marido e filhos, estão muito tristes, porque a Vigilância deu até este sábado (6) para que o animal seja retirado do bairro. Isto, porque a legislação não permite a criação desse tipo de animais na área urbana.  Ela diz que irá levar o suíno para um local de confiança, onde possa visitá-lo regularmente.  

O porquinho José não é criado preso no chiqueiro, mas fica solto ou amarrado no quintal. Até os quatro meses de vida, dormia dentro de casa. Segundo Michele, além dela, o marido, os filhos e os amigos também gostam muito do porquinho, que se alimenta basicamente de milho. Antes do José, ela teve um cateto de estimação, que acabou sumindo no mato.

E Michele deixa claro que o seu porquinho não está sendo criado para ser abatido, mas no que depender dela, vai morrer de velhice. “Não pretendo matá-lo; nem carne de porco eu como”, diz.

“É um assunto muito sensível pra mim”, disse ao ser questionada sobre o seu sentimento a respeito da retirada do porquinho. “Posso te afirmar que estou sofrendo muito”, completa, revelando que gosta de todos os animais. Michele não pretende mais retornar à zona rural.

* João Maria Vicente - Fatos Regionais

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