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“Eu não vejo motivos para ela ter ‘ido’ tão cedo”, lamenta mãe, quase um ano após morte da filha

Karen Priscila foi atropelada e arremessada da moto que conduzia. 

Hojemais Três Lagoas - Ygor Andrade
11/05/18 às 07h00

No mês das mães, nem todas as histórias são de superação e de felicidade. Para algumas pessoas, infelizmente, maio é um mês de saudade e lamento.

Elas eram fanáticas pela ‘boyband’ sensação dos anos 90, Backstreet Boys – até foram juntas a um show em Belo Horizonte/MG. Também eram apaixonadas pelos filmes Star Wars de George Lucas. Mãe e filha, mais pareciam irmãs e adoravam passar o tempo juntas.

Karen Priscila e Elisangela Martins já não estão mais juntas pois, em 26 de maio de 2017, Karen sofreu um acidente de trânsito na Av. Olintho Mancini, quando foi atropelada por carro em alta velocidade e foi arremessada da moto que conduzia. Ela teve traumatismo craniano, chegou a ser atendida, mas não resistiu.

Quase um ano depois, Elisangela, mãe de Karen, diz que não consegue mais fazer as mesmas coisas. “Em um ano, fui até a sala de casa somente uma vez. Era lá que passávamos a maior parte do tempo juntas, vendo nossos programas favoritos, conversando. O quarto dela, continua do mesmo jeito. Só entro para limpá-lo”, diz a mãe emocionada.

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(Arquivo Pessoal)
Karen acompanhada da mãe, da irmã e primas em um show sertanejo. (Arquivo Pessoal.)
O quarto de Karen continua do mesmo jeito que a moça deixou quase um ano atrás. (Arquivo Pessoal)

Elisangela conta com orgulho dos feitos da filha mais velha. Karen começou a trabalhar com apenas 15 anos; terminou os estudos e se formou em Química. Estava se preparando para iniciar o Mestrado na área que havia escolhido, mas infelizmente, acabou tendo o sonho interrompido.

“Mas vamos falar do que a Karen era...um anjo em minha vida. Minha parceira, minha amiga, meu chão. Dedicada, nunca me deu trabalho, sempre disposta, ela era uma menina maravilhosa, meu orgulho”, comenta Elisangela que completou dizendo: “Sempre ensinei o melhor aos meus filhos. A serem pessoas boas”.

Karen não era fã de esportes, mas adorava ler. Na cabeceira da cama da filha, sempre tinha um livro. “Não importa qual fosse, ela estava lendo”, relembra a mãe.

O QUE FICOU?

Saudade foi a palavra mais usada por Elisangela durante toda a entrevista. A definição ‘Anjinho’ também era constantemente dita para se referir a Karen. Velhos hábitos, infelizmente, não fazem mais parte do dia a dia dessa mãe. “Assistíamos ao Master Chef juntas; não ouço mais as mesmas músicas. Não vou aos lugares que ela frequentava e infelizmente não acordo mais com ela cantando pela casa”, lamenta a mãe.

Muito parecidas até no jeito de se vestir, Elisangela diz que não consegue ver motivos para sua filha ter ‘ido’ tão cedo. “Não há fé. Não vejo razão para isso. Só lamento a perda do meu anjinho”, chora Elisangela, nos áudios enviados à reportagem.

Elisangela termina seu depoimento, mostrando a homenagem que fez a filha. "Pedi para que tatuassem a assinatura dela em mim. Peguei um dos documentos dela, levei ao tatuado e hoje tenho ela (assinatura), tatuada em meu ombro", finalizou.

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