"A saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”. A dor da saudade na música de Chico Buarque, já foi experimentada pela três-lagoense, Veridiana Santos, 32 anos. Em 2013, ela perdeu a filha que estava com sete anos, vítima de um acidente de trânsito.
Com o apoio da família e a necessidade de se dedicar aos filhos Enzo de um ano e sete meses e Eloá Vitória de cinco anos, Veridiana substituiu o “vazio” por boas lembranças da filha Evelyn Gabriele.
“Eu a perdi em um acidente. Mas fui abençoada por Deus, com a irmã dela. Foi muito difícil me acostumar com a falta dela, por que aceitar eu ainda não aceito, mas Deus sabe de todas as coisas”, diz.
Superar a dor da perda exigia muito mais que força de vontade. A mãe contou com o apoio de familiares, amigos e principalmente os filhos para não desistir de seguir em frente. “Ainda é muito difícil, pois ela era o amor em pessoa; muito carinhosa, atenciosa, gentil, alegre. Foi a bonequinha que pedi a Deus, primeiro amor de mãe e filha, foi tudo que eu pedi e um pouco mais”, afirma.
Hoje, a dor é transformada em amor, Veridiana revela que vive, dia após dia, recarregando as forças na fé para conseguir resistir a saudade e destaca que a filha também a ensinou muito.
“Eu procuro forças, no sorriso dos meus filhos, pois não posso desanimar, eles não têm culpa do que aconteceu”, conta.
“Eu aprendi a ser mãe, a amar incondicionalmente. Ela me ensinou a ver a vida de um outro jeito, veio não só me ensinar, mas ao pai a avó ao avô a todos da família. A felicidade de uma criança que não olhava para os nossos defeitos, ela nos deu todo amor do mundo”, completa.
A mensagem de Veridiana para as mães é para que não se tornem desistentes em seu maior dia. “Deus sabe de todas as coisas, ele não dar o fardo as pessoas que não aguentaria, sejamos fortes e confiantes na palavra do senhor, um dia verei ela novamente, isso é o que me sustenta”, finaliza.