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Família pede nova autópsia em corpo de Juliana Marins e aciona a Justiça Federal brasileira

A medida foi motivada por divergências entre o laudo feito no exterior e imagens que mostram Juliana ainda com vida após a queda.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
30/06/25 às 10h43
Imagem: Composição de Lucas Oliveira/Cenarium

A família da brasileira Juliana Marins que morreu após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, acionou a Justiça Federal para a solicitação de uma nova autópsia do corpo da jovem, desta vez em solo brasileiro. A iniciativa dos familiares ocorre devido inconsistências nos laudos oficiais apresentados pelas autoridades da Indonésia.

Segundo informações do g1, o pedido foi realizado com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU-RJ) e também da Prefeitura de Niterói (RJ), cidade natal de Juliana. A irmã da jovem, Mariana Marins, informou em redes sociais que o requerimento foi protocolado com base em dúvidas sobre a real causa da morte e o momento exato do falecimento da brasileira.

A família deseja que o corpo passe por uma nova necropsia assim que for repatriado, alegando divergências entre o laudo da autópsia realizada na Indonésia e os vídeos captados por drones, que mostravam Juliana ainda com vida após o horário que teria sido registrado como o horário da morte.

O laudo inicial foi feito no Hospital Bali Mandara e indicava que Juliana Marins faleceu cerca de 20 minutos após a queda, sofrendo múltiplas faturas e hemorragia interna. No entanto, de acordo com reportagem do Metrópoles, a estimativa de horário da morte está entre, às 14h do dia 24 e 2h da manhã do dia 25 de junho (horário de Brasília), gerando conflito com a versão de Basarnas (agência de resgate da Indonésia), que afirma ter localizado o corpo da brasileira ainda no dia 24 de junho.

Além das contradições de horários, o processo de resgate também é alvo de críticas da família de Juliana. Os parentes alegam que houve demora e falta de preparo na operação de salvamento, o pode ter comprometido as chances de sobrevivência da jovem. As condições climáticas adversas e falhas técnicas também dificultaram o acesso rápido à área do acidente.

Outro ponto que levantou questionamentos foi o atraso no traslado do corpo ao Brasil. Conforme O Globo, a Emirates, companhia área contratada para o procedimento, alegou que o bagageiro estava lotado, o que impediu o embarque do corpo em primeiro momento.

 

Enquanto isso, a Justiça Federal analisa o pedido de uma nova autópsia, os familiares aguardam uma resposta nas próximas horas e esperam que o procedimento seja realizado assim que o corpo chegar ao país. 

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