O monumento, situado às margens do Rio Paraguai, em Corumbá, receberá obras de revitalização com investimento estimado em R$ 19 milhões. O anúncio foi feito durante uma cerimônia na base militar da região, reunindo autoridades civis e militares.
A restauração será conduzida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Comando Militar do Oeste (CMO) e a Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (Appa), responsável pela captação de recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O objetivo é preservar o valor histórico e cultural do forte e reforçar seu papel estratégico para a segurança nacional. Com a conclusão do projeto, o local poderá ser indicado ao título de Patrimônio Mundial da Unesco, o que ampliará sua visibilidade internacional e fortalecerá o turismo cultural na região.
Construído em 1775, o Forte Coimbra foi erguido para proteger o território português contra incursões espanholas. Tombado pelo Iphan em 1974, é considerado um marco da engenharia militar brasileira. Ao longo dos séculos, desempenhou papel fundamental em episódios históricos, como em 1801, quando resistiu ao cerco de quatro navios espanhóis mesmo com número reduzido de soldados, e durante a Guerra do Paraguai, em 1864, quando voltou a ser atacado, resistindo com apoio de militares, indígenas e moradores locais.
Além de seu valor histórico, o Forte Coimbra abriga atualmente uma guarnição do Exército e uma pequena vila onde acontece, todos os anos, a tradicional festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da região.
Com a restauração, Mato Grosso do Sul reforça seu compromisso com a preservação do patrimônio cultural e histórico, valorizando um dos monumentos mais representativos do país. A iniciativa também contribui para fortalecer a identidade cultural do Estado, além de impulsionar o desenvolvimento turístico e econômico na região do Pantanal.
Com informações de g1.
