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Governo endurece regras e exige maior eficiência energética de carros vendidos no país

Portaria publicada no Diário Oficial obriga montadoras a comprovar consumo médio da frota e incentiva modelos mais econômicos e sustentáveis.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
23/01/26 às 08h20
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

O governo federal publicou nesta quinta-feira (22), no Diário Oficial da União, uma portaria que estabelece novas exigências para a eficiência energética dos veículos comercializados no Brasil. A norma, editada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), determina que as montadoras comprovem o consumo médio de combustível e energia dos carros efetivamente emplacados, transferindo para a indústria a responsabilidade sobre o desempenho energético dos modelos vendidos.

A medida regulamenta metas de eficiência média da frota, considerando o conjunto de veículos que cada fabricante coloca em circulação no país. Para verificar o cumprimento das regras, o governo poderá utilizar dados reais de emplacamento, exigir testes técnicos, auditar informações e desconsiderar números apresentados pelas empresas em caso de inconsistências.

Com a nova regra, a tendência é que modelos com alto consumo percam espaço no mercado, enquanto versões mais econômicas ganhem prioridade nas concessionárias. Tecnologias voltadas à redução de gasto energético, antes restritas a veículos de maior valor, tendem a se tornar mais comuns também nas versões de entrada.

O impacto direto esperado para o consumidor é a redução do consumo de combustível no uso diário, embora possa haver aumento no preço inicial dos veículos em razão da incorporação de novas tecnologias.

A portaria também atribui maior peso aos veículos híbridos e elétricos no cálculo da eficiência média da frota. Um automóvel elétrico, por exemplo, pode contar mais de uma vez nesse indicador, o que estimula a ampliação da oferta desses modelos no mercado nacional.

Outro ponto previsto na norma é a possibilidade de revisão dos critérios relacionados ao uso de combustíveis renováveis, como o etanol. Dependendo das definições futuras, veículos flex podem ganhar competitividade ou perder espaço diante do avanço da eletrificação.

A iniciativa integra a estratégia do governo de reduzir o consumo energético, incentivar a inovação tecnológica e ampliar a sustentabilidade do setor automotivo no país.

 

Com informações de Campo Grande News.

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