De acordo com dados oficiais apresentados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública – Sejusp - de janeiro a maio deste ano, os números da violência em Três Lagoas tiveram uma redução considerável em comparação com 2017.
Os números apresentados comprovam uma redução drástica em todos os tipos de crimes no comparativo com o mesmo período do ano passado.
Calculados em porcentagem os índices representam:
Homicídio doloso: 36,7%; homicídio no trânsito: 18%; Roubo seguido de morte (Latrocínio): 100%; Roubo: 49%; Furto: 19,7%; Roubo de veículos: 64,2%; Roubo de residência: 36,3%; Furto de residência: 32%; Furto de veículo: 39,7%; Roubo em via pública: 52,7%; Roubo em comércio: 48,2%.
Segundo o Delegado Regional, Rogério Makert, as operações realizadas contra a criminalidade, entre todas as forças policiais, Civil e Militar, refletiram diretamente para que os números fossem reduzidos.
TRAGÉDIAS
Duas tragédias comoveram a sociedade três-lagoense no início do ano. Feminicídios ocorridos no início do ano - com pouco menos de um mês de diferença - abalaram profundamente os três-lagoenses.
Duas mulheres perderam as suas vidas com disparos de arma de fogo efetuados pelos ex-companheiros que não aceitavam o fim do relacionamento.
O primeiro foi de Halley Coimbra Ribeiro Junqueira, de 39 anos, que foi morta com pelo menos três disparos de arma de fogo, na tarde de domingo, 14 de janeiro, na residência da vítima, no Bairro Santa Júlia.
O ex-gerente geral de uma fábrica de celulose, conhecido como Renato Ottoni, de 62 anos, que estava separado da vítima há aproximadamente dois meses, cometeu o crime na frente da enteada.
Ottoni foi encontrado morto dentro do seu veículo na região do Iate Clube Urubupungá - em Castilho. De acordo com a conclusão do inquérito civil, o ex-gerente tirou sua vida com um tiro no peito.
O segundo caso foi de Larissa Souto, de 42 anos. A vítima acabou morta pelo ex-companheiro, Marcos Sérgio da Silva Castro, de 48 anos, na frente do filho mais velho, na tarde do dia 9 de fevereiro, em um condomínio no Bairro Jardim Alvorada.
Os dois discutiam na porta do condomínio quando Marcos sacou a arma e efetuou três disparos contra a ex-companheira e cometeu suicídio em seguida.
HOMÍCÍDIOS
Conforme os índices, o crime de homicídio doloso é outro tipo de crime grave e que teve redução considerável. De janeiro a maio foram registrados sete assassinatos envolvendo vítimas do sexo masculino.
Após este período aconteceu um crime. Os números apresentados são menores em comparação com ano passado, quando 19 assassinatos foram registrados no mesmo período.
O primeiro homicídio do ano aconteceu dia 10 de janeiro. O síndico Wellington Fabrício Pereira Farias, de 27 anos, matou com um golpe de faca o pedreiro Robson da Silva de Lima, de 29 anos, no Residencial Orestinho.
O segundo assassinato aconteceu dia 8 de fevereiro. O carvoeiro Claudemir Caetano, de 50 anos, foi esfaqueado pelo colega de trabalho, José Francisco Dias, de 64 anos, na zona rural.
Quatro dias depois, o terceiro homicídio. Dia 12 de fevereiro, Gilberto Carvalho da Silva foi assassinado pela namorada Danielly Vicente Azambuja, de 26 anos, no Alto da Boa Vista, com golpes de canivete.
Fechando o mês de fevereiro, dia 26, o mecânico, Álisson Souza Santos, de 24 anos, foi brutalmente assassinado em uma espécie de “Tribunal do Crime”.
O corpo foi encontrado na tarde de 1º de março em uma mata, às margens da rodovia BR-158, sentido Brasilândia. Uma operação da polícia prendeu todos os envolvidos.
O quinto - e único crime no mês de abril - ocorreu dia 15 e envolveu Cézar Luís de Oliveira, o “Cezinha”, de 55 anos. O homem foi morto com seis tiros na cabeça, efetuado por Cássio Reis de Souza, de 28 anos, no Bairro Paranapungá.
Em maio foram registrados dois crimes: um dia 20 e outro dia 26. Dia 20, Camilo de Freitas da Silva, de 28 anos, foi assassinado pela cabeleireira Joice Espíndola, de 35 anos, com golpe de faca, no Bairro Vila Nova.
Seis dias depois, Claro Gonçalves Filho foi morto com golpes de faca pelo irmão, Messias Gonçalves dos Santos, de 35 anos, após discussão em uma residência no Bairro Guanabara.
O último crime ocorrido em Três Lagoas, aconteceu recentemente, na noite de sexta-feira, 6 de julho. João Manoel da Silva, de 43 anos, foi assassinado a tiros em um bar no Bairro Vila Haro, em Três Lagoas.
99% dos suspeitos de terem cometido os crimes se encontram à disposição da justiça. Apenas no último caso, o autor se encontra foragido.