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Jovem que sobreviveu a 32 facadas entrega carta de agradecimento a PMs

"Ela estava tão ensanguentada que mal dava para ver seu rosto. Só no dia em que ela veio trazer a carta foi que a conheci de fato".

Da Redação  - Hojemais Três Lagoas
26/04/19 às 08h50
Imagem reprodução

No último dia 8 de abril, a adolescente Larissa Rodrigues Rugiani, de 15 anos, foi atracada pelo tio de 40 anos e levou ao todo 32 facadas. O caso ocorreu na cidade de Paulo de faria a 300KM de Três Lagoas.

Fábio Luis Rugiani, teria tido um ataque de fúria, segundo a família o mesmo seria dependente quimíco e o descontrole era frequente. Ao saber que seria internado em uma clínica de reabilitação, tentou matar a própria sobrinha.

As agressões foram cessadas pelo avó de Larissa e com a chegada da equipe da PM, formada pelo sargento Vaelinton Silva Júnior e os cabos Araceli Esteluti e Jorge Priviator.

"Ela estava tão ensanguentada que mal dava para ver seu rosto. Só no dia em que ela veio trazer a carta foi que a conheci de fato", disse o sargento.

Aquilo que parecia impossível tounou-se um milagre. Larissa deu entrada no hospital com ferimentos nos braços, cabeça e tórax. Foi socorrida pela equipe do Samu e depois transferida para o Hospital de Base de Rio Preto. Apesar da grande quantidade de facadas, a estudante conseguiu sobreviver pois a maioria dos ferimentos eram superficiais. 

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Menos de 20 dias após o ocorrido, a adolescente já está em casa e fez questão de escrever uma carta emocionante aos três policiais militares que ajudaram em seu salvamento. 

Na carta, Larissa ainda descreveu detalhes do momento mais aguniante de sua vida.

"Senti frias pontadas em meu tórax, vi a faca em sua mão. Então, cansei, me deitei, aquele seria o meu fim. Onde estão meus socorros"-  escreveu a jovem.

O sargento Vaeliton afirma que todos ficaram emocionados ao receber a carta de agradecimento.

"Estou há 20 anos na polícia e é a primeira vez que recebo uma carta de agradecimento. Nos dá a certeza de que estamos fazendo certo nosso trabalho", diz.

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Ao final da carta, a estudante escreve que o sofrimento a ajudou em seu amadurecimento.

"Pode me chamar do que quiser, guerreira, valente, forte, um milagre, ou até que nasci de novo, mas tenho certeza, do que digo com convicção, eu sou a minha própria heroína", conclui.

  Clique aqui para ler a carta na íntegra

O tio de Larissa está preso na Penitenciária de Riolândia, onde aguarda julgamento. 

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