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Leilão do Aeroporto de Brasília pode incluir terminal de Três Lagoas

Três Lagoas tem forte presença industrial, especialmente impulsionada pelo setor de celulose, demandando maior integração logística e facilidades no transporte aéreo.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
09/03/26 às 10h38
Aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas, que passariam a integrar o pacote da concessão do terminal da capital federal.

O novo leilão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, poderá trazer impactos diretos para Mato Grosso do Sul. O modelo de concessão que está sendo estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos prevê que a empresa vencedora assuma também a administração de dez aeroportos regionais — entre eles três localizados em cidades sul-mato-grossenses.

A proposta inclui os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas, que passariam a integrar o pacote da concessão do terminal da capital federal. A estratégia do governo federal é utilizar aeroportos de grande porte e alta rentabilidade como “âncoras” para viabilizar investimentos, modernização e gestão profissional em aeroportos regionais espalhados pelo país.

Além das três cidades de Mato Grosso do Sul, o lote deverá incluir os aeroportos de Alto Paraíso (GO), Barreiras (BA), Cáceres (MT), Juína (MT), Ponta Grossa (PR), São Miguel do Araguaia (GO) e Tangará da Serra (MT), formando um conjunto de terminais com diferentes perfis operacionais e potencial de desenvolvimento.

Para Mato Grosso do Sul, a iniciativa pode representar uma nova etapa de fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional. Bonito, reconhecido internacionalmente como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, depende diretamente da conectividade aérea para sustentar o crescimento da atividade turística e ampliar o fluxo de visitantes.

Já Dourados e Três Lagoas possuem papel estratégico na dinâmica econômica do interior do Estado. Enquanto Dourados se consolida como um importante polo regional de comércio, serviços e agronegócio, Três Lagoas tem forte presença industrial, especialmente impulsionada pelo setor de celulose, demandando maior integração logística e facilidades no transporte aéreo.

O modelo de concessão ainda passará pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa do governo federal é que o processo seja levado ao plenário da Corte em abril, o que pode permitir a realização do leilão no segundo semestre deste ano.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a inclusão de aeroportos regionais em concessões maiores busca assegurar investimentos, modernização e melhoria na gestão dessas estruturas, que muitas vezes apresentam baixo movimento, mas são consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e a integração regional.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Brasília é administrado pela concessionária Inframérica, responsável pela gestão desde 2012. A empresa, no entanto, tem apontado dificuldades financeiras no contrato e solicitado ao governo federal o reequilíbrio econômico da concessão. Com informações do Campo Grande News.

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