Mato Grosso do Sul acaba de se tornar referência nacional ao implantar, de forma pioneira, a yogaterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, que integra as Práticas Integrativas e Complementares (PICs), começou como projeto-piloto e já é vista como modelo de inovação em saúde pública, com repercussão internacional.
Coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a ação conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O objetivo é oferecer à população um cuidado mais integral e humanizado, combinando os conhecimentos da medicina tradicional com práticas milenares do yoga adaptadas para o ambiente clínico e terapêutico.
A yogaterapia, diferente das aulas tradicionais de yoga, tem uma abordagem voltada ao tratamento de doenças físicas e emocionais. Ela é aplicada com foco terapêutico, levando em consideração o quadro de saúde de cada paciente, e já mostra resultados positivos em casos de ansiedade, hipertensão, dores crônicas, insônia e depressão.
O projeto-piloto já foi implantado em unidades de saúde de Campo Grande e Dourados, com previsão de expansão para outras cidades do estado. Os profissionais de saúde envolvidos passaram por capacitações específicas, garantindo segurança e eficácia no atendimento.
Outro ponto forte da iniciativa é o reconhecimento internacional: o projeto foi destaque durante o evento realizado pela Embaixada da Índia no Brasil, que celebrou o Dia da Yogaterapia, reunindo autoridades, especialistas e representantes de vários países. Mato Grosso do Sul foi o único estado brasileiro convidado a apresentar suas experiências e resultados, consolidando sua posição de vanguarda em saúde integrativa.
Com a inclusão da yogaterapia no SUS, o estado reforça o compromisso com práticas de promoção do bem-estar e prevenção de doenças, mostrando que é possível inovar na saúde pública com responsabilidade, ciência e acolhimento.
