Mato Grosso do Sul está entre os três estados do Brasil com a maior capacidade de investimento por habitante, alcançando um valor de R$ 1.150 per capita. Este valor coloca o estado em terceiro lugar, logo atrás de Mato Grosso, que lidera com R$ 1.828, e Espírito Santo, com R$ 1.289.
Este dado foi revelado em um estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), publicado no final de abril deste ano, que analisou a situação fiscal dos estados brasileiros, considerando a relação entre receita e despesa com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
A avaliação do estudo demonstra que Mato Grosso do Sul possui um bom poder de investimento público por habitante, sendo um dos estados com melhores condições de investimento em 2023. Segundo o relatório da Firjan, os estados desempenham um papel crucial na segurança pública e na provisão de serviços de educação e saúde em todo o país.
No caso de Mato Grosso do Sul, esse impacto positivo se reflete diretamente nas áreas sociais, de infraestrutura, saúde, educação e economia do estado. O relatório destaca que essas despesas têm a capacidade de gerar bem-estar para a população e melhorar o ambiente de negócios local.
Outro ponto importante abordado na análise foi o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). No final de 2023, o governo de Mato Grosso do Sul anunciou a manutenção do índice de 17%, o menor do país, como uma medida para não prejudicar a população. O ICMS incide em praticamente todos os produtos, afetando o preço final para o contribuinte. Para 2024, o governo estadual prevê uma arrecadação de R$ 25 bilhões, dos quais R$ 16 bilhões virão do ICMS.
Outras unidades da federação decidiram aumentar o imposto estadual devido à Reforma Tributária, já que, conforme o texto em tramitação no Congresso Nacional, a receita de estados e municípios com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substituirá o ICMS e o ISS) será proporcional à média da arrecadação entre 2024 e 2028.
