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Médico três-lagoense se isola para proteger família

O médico Nivaldo Mustafa, plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Auxiliadora explica

Thais Dias - Hojemais Três Lagoas
03/05/20 às 07h15

A pandemia provocada pelo novo coronavírus transformou a rotina de milhões de pessoas e obrigou a população a adotar medidas preventivas para evitar o avanço da doença.

Na linha de frente no atendimento de pacientes suspeitos de contrair a Covid-19, muitos profissionais da saúde que atuam em Três Lagoas seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de distanciamento social e buscam alternativas inusitadas para impedir a disseminação do vírus.

É o caso do médico Nivaldo Mustafa, plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Auxiliadora.

Preocupado com a evolução dos casos de infectados na cidade, ele deixou de ir visitar os pais. Ao perceber a rapidez com que o vírus se espalhou por todos os países, Nivaldo decidiu se afastar do convívio familiar.

“Meus pais sofrem de hipertensão, eles estão no grupo de risco. Me dei conta que trabalhando como sigo trabalhando, como a gente segue trabalhando, eu estaria colocando eles em risco. Então pensei num jeito de preserva-los”, observa.

Ao avaliar o cenário de epidemia que atinge o país, ele optou pelo distanciamento por um período. Para aplacar a saudade, Nivaldo se comunica através de chamadas de vídeo ou por WhatsApp.

“A gente conversou e chegou a essa conclusão. Está sendo tranquilo, a gente se fala todos os dias via WhatsApp ou por vídeo. É um período que a gente não sabe quanto tempo vai durar”, destaca.

Sobre a necessidade de isolamento, ele revela que várias profissionais adotaram o mesmo procedimento.

“Todo mundo da área da saúde tem que chegar em casa e tentar se isolar um pouco na sua própria casa ou ter muitas medidas de higienização para conseguir chegar perto das outras pessoas. E mesmo assim, quando a gente conversa com os outros contratados e outros residentes do hospital, todo mundo está ansioso de voltar para casa e estar transmitindo isso para seus familiares. É um isolamento extra que a gente tem que acabar fazendo”, avalia.

Ao contrário de muitas pessoas que reclamam da solidão imposta pela necessidade de distanciamento social, cada um aproveita as horas de folga como é possível. Entre as alternativas estão as séries de TV.

“É uma solução. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar”, analisa.

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