Quando alguém recebe a notícia que será pai ou mãe, imagina muitas vezes uma vida tranquila, sem muitos problemas. Receber a notícia de que seu filho pequeno tem uma doença grave, pode mudar totalmente os rumos. Urbano Azambuja é pai de cinco, e sua filha mais velha, foi diagnosticada com Púrpura duas vezes.
Urbano tem 54 anos, e é professor de educação física, atualmente trabalha na Secretaria de Educação, na parte administrativa, o que o fez ter mais tempo para seus filhos.
Juan, Gabriela, Isabela, Rafaela e Lourenzo Azambuja são seus filhos. Todos muito saudáveis, ativos e brincalhões. Já com seu filho mais velho e duas meninas pequenas, foi descoberta doença rara, que preocupou a todos. Gabriela foi diagnosticada com púrpura.
Gabriela tem 23 anos, trabalha como atendente no CEI Nossa Senhora Aparecida e está concluindo o ensino médio, pretendendo fazer faculdade de pedagogia.
Com seus cinco anos, foi diagnostica com púrpura, doença sanguínea adquirida caracterizada pela trombocitopenia, e também é um dos sintomas da leucemia, que é a proliferação descontrolada, cancerosa, de células precursoras.
“A Gabriela veio de uma gravidez planejada, tudo muito certinho, primeira filha. A melhor fase assim. E aos 5 anos, descobrimos que ela tem uma doença chamada Púrpura, que é um dos sintomas da Leucemia, e isso aconteceu na época da Novela Laços de Família, com uma personagem que descobriu câncer. Então foi uma coisa bem chocante na nossa vida, mas graças a Deus foi descoberta a tempo”, disse.
A garotinha foi encaminhada para o Centro Infantil Boldrini, especializado em oncologia e hematologia. Seus pais lhe ofereceram o melhor dos tratamentos. Lá ela fez o fez por cinco anos.
“Depois dos cinco anos de tratamento, descobriram que era o Baço dela que destruía as plaquetas do sangue”, afirmou.
Foi feita a retirada do órgão, e após oito anos sem nada aparente, a púrpura voltou a se manifestar.
“Hoje ela convive com a purpura, e convive muitíssimo bem. É uma coisa que não tem explicação, porque com menos de 50 mil plaquetas, nós transpiramos sangue, e as vezes ela está com 3 mil, 4 mil e leva a vida dela normal, é uma coisa de Deus, é incrível”, comentou.
Azambuja diz que sua filha possui déficit de aprendizagem, que na época não souberam diagnosticar na escola. Assim ficou um tempo na sala especial, onde deu um grande avanço, e hoje está terminando seu ensino médio, e pretende fazer faculdade após concluir os estudos.
“Eu acho que a Gabriela veio para me dar uma outra visão do mundo. Eu penso assim, quando a gente sabe que uma criança tem câncer, ela já faleceu. Reaprendi a viver com as coisas que eu vi nesse Boldrini, com as coisas que a gente viveu. Para mim não há nada que difere a Gabriela dos demais. Esse problema que ela tem de plaquetas a gente tem um cuidado, mas nada que a difere dos outros filhos”, concluiu.
Gabriela diz que para ela seu pai é um exemplo de vida, seu herói.
“Ele me ajuda, quando precisa ele apoia, apoia meus sonhos, meu objetivo de vida. Fazer faculdade de pedagogia. Eu o amo muito e vou amar para sempre”, comentou.