O possível envenenamento de cinco árvores no Cemitério Municipal Santo Antônio, de Três Lagoas, será investigado pelo MPE (Ministério Público Estadual) por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.
O promotor Fernando Marcelo Peixoto Lanza foi ao cemitério na tarde desta segunda-feira (23) e constatou que as árvores têm perfurações nos três, supostamente feitos com furadeira, para introdução de algum tipo de veneno. Entre as árvores perfuradas, três são da espécie Ipê.
O promotor revelou que recebeu a denúncia do envenenamento e decidiu investigar. “Verificamos e constatamos que pelo menos cinco árvores que foram perfuradas”, explicou. Não há laudo conclusivo do envenenamento, apenas uma constatação preliminar. Mas, de acordo com o promotor, é visível que galhos das árvores estão secando.
De acordo com o promotor, é possível sentir cheiro característico de veneno nas perfurações. Um funcionário do MPE teve coceiras e ataque alérgico após tocar um dos buracos. “Colhemos um, pedaço do material para enviar para a análise para tentar descobrir qual veneno foi utilizado”, disse.
Todas as informações, imagens e materiais coletados no cemitério devem ser incluídos numa possível investigação. “Vamos apurar as responsabilidades. Não se mata uma árvore! Existem procedimentos para a extração. Neste caso, não há autorização. Por isso vamos apurar quem furou e introduziu o veneno. A partir disto, responsabilizar os envolvidos por crime ambiental ou até promover ação civil pública contra o município para fiscalizar e impedir a prática”, afirmou Lanza.
Para o corte de árvore há necessidade de autorização do MPE em caso de locais públicos, como o cemitério. “Existem meios para se fazer isto e, neste caso, não é este o procedimento”, disse.
Lanza permanece na promotoria até esta quinta-feira, dia 26, data do retorno do titular Antônio Carlos de Oliveira, que está em férias. A apuração deve prosseguir, segundo ele.