Um procedimento considerado simples, rotineiro em consultórios odontológicos, acabou em tragédia para a família de Juan Paraná, jovem morador de Três Lagoas, que faleceu no dia em que completaria 20 anos. Juan estava internado há 15 dias em um hospital de Bauru (SP), onde passou por coma induzido, três cirurgias, traqueostomia e sessões de hemodiálise, após desenvolver uma infecção generalizada decorrente da extração de um dente siso.
O caso, embora raro, chama atenção para os riscos que envolvem procedimentos invasivos, mesmo aqueles considerados de baixa complexidade. A cirurgia de remoção do dente siso, por exemplo, é uma das mais comuns no campo da odontologia, mas não está isenta de complicações.
A cirurgiã-dentista Gaya Bertoldo, em entrevista ao Campo Grande News, explicou que a morte de Juan é um episódio incomum, mas que reforça a importância dos cuidados em todas as fases da cirurgia.
Segundo a profissional, o primeiro passo para a segurança do paciente é uma avaliação criteriosa do histórico de saúde, principalmente em casos de doenças cardíacas, respiratórias ou uso contínuo de medicamentos como anticoagulantes.
Outro ponto fundamental é a técnica empregada no procedimento. A qualidade da cirurgia, o controle da dor, a higienização adequada e o acompanhamento pós-operatório são determinantes para a recuperação. Falhas nesses aspectos podem abrir brechas para complicações sérias, como infecções.
Gaya reforça que mortes decorrentes da extração de dentes são extremamente raras, mas que o alerta deixado pelo caso de Juan é valioso.
O caso comoveu a população de Três Lagoas e levantou discussões sobre a necessidade de ampliar a conscientização dos riscos que envolvem qualquer tipo de cirurgia, por menor que ela pareça. Para especialistas, a chave está na informação, no preparo e, principalmente, no acompanhamento profissional qualificado.
As informações são do Campo Grande News.
