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MS atinge menor taxa de desemprego em 13 anos e se destaca no cenário nacional

Estado registra 2,9% de desocupação no segundo trimestre, menor índice desde 2012, e se mantém entre os quatro com menor taxa de desemprego do país.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
18/08/25 às 08h15
Foto: Reprodução/Arquivo/David Majella

Mato Grosso do Sul registrou no segundo trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua Trimestral, em 2012. O índice de desocupação caiu para 2,9%, consolidando o Estado entre os quatro com menor nível de desocupação do país.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE e sistematizados pelo Observatório do Trabalho, a taxa representa recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 4%, e queda de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024, quando chegou a 3,8%.

No ranking nacional, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%), apresentando diferença significativa em relação à média brasileira, que se manteve em 5%. Na capital Campo Grande, o índice de 4,3% garantiu a oitava menor taxa entre todas as capitais.

Redução da informalidade e melhora da renda

Além do avanço na geração de empregos formais, a taxa de informalidade também apresentou queda. O percentual de trabalhadores sem carteira assinada ou atuando por conta própria sem CNPJ ficou em 32%, o terceiro menor já registrado para um segundo trimestre. A taxa de subutilização da força de trabalho alcançou 9,8%, atingindo 281 mil pessoas, enquanto o número de desalentados recuou para 0,8%.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.466, representando alta de 2,09% em relação ao mesmo período de 2024, embora tenha apresentado retração em comparação ao trimestre anterior, quando chegou a R$ 3.891.

Setores que mais empregam

A análise por setores mostra que a maior concentração de trabalhadores está na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (20,9%). Em seguida aparecem o comércio e reparação de veículos (19,3%) e a agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (10,7%). No total, 67,9% da população ocupada está inserida no mercado formal.

Panorama econômico favorável

Especialistas apontam que a combinação de investimentos privados, políticas públicas de qualificação profissional e a retomada de setores estratégicos explicam o bom desempenho do Estado. A recuperação da safra agrícola, o aquecimento da indústria e o fortalecimento do setor florestal impulsionaram a manutenção de empregos e a geração de novas vagas, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional em empregabilidade.

Com esses resultados, o Estado reafirma sua trajetória de crescimento sustentável, associando inclusão social e fortalecimento do mercado formal de trabalho.

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