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Mulher dá à luz durante coma induzido: “Não me recordava disso”, disse 

Danúbia Leida, de 38 anos, só conheceu a filha recém-nascida 17 dias após o parto e por vídeo chamada. A advogada, ficou sedada na unidade de terapia intensiva (UTI) por causa de complicações da Covid-19. O caso aconteceu aqui no Brasil. Confira:

Redação  - Hojemais Três Lagoas
23/02/21 às 08h14
Danúbia foi levada às pressas para hospital no Oeste de SC devido a piora no quadro de Covid-19 — Foto: Danúbia Leida/Arquivo Pessoal

Danúbia Leida, de 38 anos, só conheceu a filha recém nascida 17 dias após o parto e por vídeo chamada. A advogada de Maravilha, no Oeste catarinense, ficou sedada na unidade de terapia intensiva (UTI) por causa de complicações da Covid-19. O caso ocorreu em outubro do ano passado, mas ganhou repercussão este mês após uma publicação da mãe agradecendo aos profissionais de saúde que cuidaram dela e da filha.
 

"Quando acordei do coma, a primeira coisa que fiz foi colocar a mão na minha barriga. Eu não sabia onde estava, não sabia o que tinha acontecido e pensei que tinha perdido o bebê. Não me recordava da cesárea. Depois que saí literalmente do coma, foi feito uma vídeochamada e pude vê-la [a filha]", relembra.
 
Passado o pior, mãe e filha puderam se conhecer pessoalmente 19 dias depois do nascimento. Agora, a menina de quatro meses e Danúbia estão bem, mas sempre que pode, a catarinense alerta amigos, parentes e familiares sobre o perigo da Covid.

Além de agradecer os profissionais de saúde, Danúbia também destacou a importância da prevenção contra a doença. Hoje ela ainda precisa de cuidados por causa de uma trombose pulmonar, desenvolvida após contrair a doença.
 

"Hoje, em meio a esses números assustadores, tenho medo, fico imaginando passar por tudo novamente, ou ter familiares, parentes, amigos nessa situação, muito pior do que a minha época", disse ela na publicação.

Antes, em novembro, ela já tinha voltado aos hospital para prestar uma homenagem aos profissionais que cuidaram da família e agradecer pessoalmente.
"Eu também não acreditava, nem levada a sério a doença. Tem que se cuidar, a vacina está aí. Temos que usar máscara e álcool em gel. A gente só acredita na realidade e na gravidade da doença quando tem um doente na família", alerta.
 

Gravidez e internação por Covid-19
 
A família não planejava a chegada de Maria Luiza. Danúbia descobriu a gravidez no início do ano passado. Apesar da pandemia de Covid-19, a gestação foi tranquila, segundo ela. Mas no fim de setembro as coisas mudaram quando ela, o marido e a filha mais velha contraíram a doença.

"A princípio, eu não tinha sintomas muito fortes, mas uns dias antes de acabar o isolamento, comecei a apresentar uma piora no quadro. Mas todas as vezes que eu ia ao centro de triagem, meu exame dava negativo, ficava em observação e voltava para casa. No dia 6 de outubro eu piorei bastante, tive falta de ar. O raio-x mostrou que o meu pulmão estava bem comprometido", relembra.
A advogada disse que assim que foi constatada a sua situação, foi realizada uma transferência às pressas para um hospital de Chapecó, também no Oeste. No local, Danúbia piorou novamente e teve quer ser intubada e sedada. Foi então que a equipe médica, com a autorização do marido, resolveu fazer a cesárea. Maria Luiza estava com 35 semanas, ou seja, 8 meses.

"O que eu sei, é que fizeram uma chamada de vídeo com ele [marido] e resolveram fazer o parto. Tudo ocorreu de forma tranquila. Apesar de eu não me lembrar, são as histórias que as pessoas me contam", diz ela.
 
A bebê ficou poucos dias no hospital acompanhada pelo pai. "O pai que se virou, foi ele a primeira mãe da Maria", disse Danúbia.

(*) G1
 

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