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Ninhos de aves silvestres na Lagoa Maior recebem ações de preservação

Casinhas artificiais também foram criadas para a proteção dos pássaros em Três Lagoas 

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas 
16/12/19 às 14h44
Meio Ambiente protege ninhos, constrói casinhas artificiais e destaca medidas de preservação

Os atrativos da Lagoa Maior parecem não ter fim e a harmonia natural da fauna e flora local desperta sempre a interação entre o homem e a ecologia. Além das capivaras e jacarés, já reconhecidos nacionalmente, a natureza presenteou os três-lagoenses com as araras formando ninhos nos troncos das palmeiras existentes na Lagoa.

Entre julho e janeiro, as araras estão em período de reprodução, postura dos ovos e trato com os filhotes e, recentemente, os frequentadores da Lagoa Maior se depararam com o convívio das aves nesses troncos.

Como forma de preservação, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA) iniciou proteção nos troncos onde existem esses ninhos e nos próximos meses irá instalar ninhos artificiais no entorno da Lagoa. Conforme o secretário da pasta, Toniel Fernandes, a medida visa proteger as aves adultas e filhotes.

“Os ninhos estão em troncos baixos e a presença das araras tem chamado a atenção das pessoas. Por mais que não haja má intensão, a aproximação humana e o barulho causa estresse nas aves, o que pode até levar a morte. Esses ninhos serão colocados nas árvores no momento oportuno, criando uma opção para as araras em época de postura de ovos”, esclareceu Toniel.

O biólogo da SEMEA, André Figueiredo Villar, pontuou cuidados que as pessoas devem ter para preservar as aves, sem deixar de contemplá-las. “As pessoas devem evitar contato físico e aproximação com os ninhos, justamente porque as araras seguem o instinto de proteger seus filhotes. Nós orientamos que as pessoas não usem flash ao fotografar as aves e evitem barulho, pois gera estresse e agitação da ave. Outra coisa prejudicial é dar comida ou qualquer tipo de alimento a elas”, destacou.

SOBRE A ARARA

A arara-canindé (Ara ararauna, Linnaeus, 1758) é uma das mais conhecidas representantes do gênero Ara, sendo uma das espécies emblemáticas do cerrado brasileiro. Presente na América Central e América do Sul, especialmente no Brasil, Bolívia e Paraguai, a espécie não corre risco imediato de extinção, mas há um grave declínio populacional desta ave, em razão da destruição de florestas, poluição e tráfico de animais.

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