No coração do bairro Vila Nova, em Três Lagoas, um prédio de esquina com muros invadidos por mato alto, janelas vazias e portas escancaradas, conta uma história triste de abandono. Antigo lar de uma escola que marcou a infância de muitos, incluindo o comerciante Luiz Araújo, o local que também serviu como departamento de polícia, associação de moradores e residência, hoje é um refúgio para usuários de drogas e um foco de perigo para a comunidade.
A cena é desoladora. Roupas sujas, garrafas de bebida e o forte cheiro de urina dominam o ambiente. Há vestígios de "gato" - ligação clandestina - de água e roupas estendidas pelas janelas e outros locais do imóvel, indicando que o espaço está sendo utilizado, inclusive, para lavar roupas. Fios elétricos, que um dia alimentaram o prédio, foram brutalmente arrancados, deixando apenas vestígios de fios queimados. As paredes, que um dia exibiram a lousa de uma sala de aula e os registros de um posto policial, agora ecoam o silêncio do descaso.
