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Pedágio na BR-262 pode chegar a R$ 57 entre Campo Grande e Três Lagoas com nova concessão

Valor faz parte da concessão da Rota da Celulose e varia conforme os pórticos eletrônicos cruzados e o desconto de 9% previsto em contrato.

Da Redação
27/01/26 às 13h35
Imagem: Arquivo

Com o início da nova concessão da Rota da Celulose, motoristas que utilizarem a BR-262, no trecho entre Campo Grande e Três Lagoas, poderão desembolsar aproximadamente R$ 57 em pedágio. O valor final varia de acordo com a quantidade de pórticos de cobrança eletrônica atravessados durante o percurso e com a aplicação do desconto estabelecido no contrato da concessão.

Diferentemente do modelo tradicional, não haverá praças físicas de pedágio. A cobrança será feita por meio de sistema eletrônico, com leitura automática da placa do veículo ou por etiqueta eletrônica. Assim, o custo da viagem deixa de ser uma tarifa única e passa a ser calculado pela soma das cobranças realizadas em cada ponto ao longo da rodovia.

No caso específico da BR-262, o trajeto entre Campo Grande e Três Lagoas inclui quatro pontos de cobrança, identificados no projeto como 04, 03, 02 e 01. O valor pago pelo motorista corresponde à soma das tarifas desses pórticos.

As pequenas variações de centavos observadas em diferentes levantamentos se devem ao fato de que os valores divulgados publicamente nem sempre indicam se o desconto de 9%, ofertado pelo consórcio vencedor no leilão, já foi aplicado. A modelagem econômico-financeira do edital apresenta as tarifas cheias, utilizadas como referência inicial.

Tbaela de preços

Durante o leilão, o consórcio vencedor ofereceu um abatimento de 9% sobre a tarifa-base, percentual que deve ser aplicado posteriormente para se chegar ao valor efetivamente cobrado do usuário. Quando esse desconto é corretamente considerado, o total fica ligeiramente inferior ao de cálculos que utilizam apenas os valores de referência ou percentuais distintos.

O mesmo critério é adotado nos demais trechos concedidos. Quem trafega pelo eixo formado pelas rodovias MS-040 e MS-338, entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e Bataguassu, passa por quatro pontos de cobrança eletrônica, identificados como 05, 11, 06 e 07. Já na BR-267, que liga Nova Alvorada do Sul à divisa com o estado de São Paulo, o trajeto completo inclui os pontos 10, 09, 12 e 08. Em todos os casos, o valor final depende do número de pórticos atravessados e da aplicação do desconto contratual.

Locais de cobrança

Outro aspecto que interfere no valor do pedágio ao longo do tempo é a duplicação das rodovias. Dos mais de 870 quilômetros concedidos, apenas 115 quilômetros contarão com pista duplicada. A maior parte dessas obras está concentrada na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, onde serão duplicados pouco mais de 100 quilômetros.

Também estão previstos cerca de 13 quilômetros de duplicação na BR-267, no município de Bataguassu. Nos trechos duplicados, o modelo da concessão prevê alteração no valor da tarifa, já que a cobrança leva em conta o padrão da via.

Dessa forma, alguns pontos de cobrança terão valores diferentes no início da concessão e após a conclusão das obras. A própria modelagem do contrato já antecipa essa mudança, apresentando tarifas distintas para o primeiro ano e para o final da concessão nos trechos que passarão por ampliação de capacidade.


Por fim, é importante ressaltar que o pedágio não será um valor fixo ao longo dos 30 anos de concessão, podendo sofrer alterações conforme o avanço das obras e os reajustes previstos contratualmente.

*Com informações do Campo Grande News

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