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Pedintes em semáforos de Três Lagoas gera comoção, indignação e incômodo entre moradores

Entre elas, estão pessoas em situação de rua e ciganos, que buscam ajuda financeira, alimentos ou medicamentos.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
09/06/25 às 12h16
Joana e Paulo, com esse carrinho carregam o que arrecadam, não há nenhum bebe com eles. (Imagem: Hojemais. Autorizada por Joana e Paulo)

A presença de pessoas pedindo dinheiro nos semáforos de Três Lagoas tem chamado a atenção de moradores e motoristas que circulam diariamente pelas principais vias da cidade. Entre elas, estão pessoas em situação de rua e ciganos, que buscam ajuda financeira, alimentos ou medicamentos.

Parte do grupo de ciganos, que também reside em barracas montadas nos fundos do Estádio Benedito Soares da Mota, o “Madrugadão”, é natural de Londrina, no Paraná. Eles costumam se posicionar em semáforos e abordam motoristas em busca de auxílio. A equipe do Hojemais conversou com Joana e Paulo, que relataram as dificuldades enfrentadas e pediram apoio da população. “Podem passar aqui e deixar uma cesta básica”, disse Joana, emocionada.

Imagem: Hojemais

Além dos ciganos, pessoas em situação de rua também estão espalhadas por diversos pontos da cidade. Um deles é Adriano, figura conhecida em Três Lagoas, que frequentemente pede dinheiro no cruzamento da Avenida Filinto Müller com a Rua Paranaíba. A equipe do Hojemais tentou conversar com ele e oferecer ajuda, mas Adriano recusou qualquer tipo de apoio.

Dados do Censo Municipal de Pessoas em Situação de Rua, realizado recentemente, revelam que 133 pessoas vivem atualmente nessa condição em Três Lagoas. A maioria delas se alimenta, em média, duas vezes ao dia — com apoio do Centro POP. Os principais motivos que levaram essas pessoas às ruas são problemas familiares (46 casos) e o uso de álcool ou outras drogas (38).

Imagem: Hojemais

Outro dado alarmante é que 88 dessas pessoas dormem nas ruas da cidade. Entre os entrevistados, 81 admitiram o uso de entorpecentes, sendo o crack (42) e a maconha (31) os mais consumidos. Além disso, 100 afirmaram não viver com a família, e 95 disseram não ter domicílio fixo no município.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que oferece diversos tipos de apoio, como acolhimento, alimentação, encaminhamentos para tratamento de dependência química e retorno à cidade de origem, quando necessário. No entanto, grande parte das abordagens acaba sendo recusada pelas próprias pessoas em situação de rua. A pasta destaca que, por lei, ninguém pode ser obrigado a aceitar ajuda ou acolhimento.

A situação desperta diferentes sentimentos entre os três-lagoenses, que vão da solidariedade à preocupação com a segurança e a mobilidade urbana. 

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