A eleição para a escolha dos cinco conselheiros tutelares que vão zelar pelos direitos das crianças e adolescentes três-lagoenses entre os anos de 2020 e 2024, foi cercada por polêmicas, reviravoltas e mesmo após o fim das votações, a “novela” parece não ter chegado ao fim.
Quando faltava uma semana para as eleições, a ONG Mães Unidas de Três Lagoas enviou ao Ministério Público Estadual uma série de denúncias a respeito dos candidatos.
De acordo com publicação feita pelo grupo em sua página no facebook, havia caso de candidatos negociando com organizadores de eventos e outros haviam registros criminais.
As votações aconteceram no domingo (6), os cinco conselheiros foram eleitos e dentre os nomes escolhidos, um deles seria autor de violência doméstica, com boletim de ocorrência registrado no ano de 2015.
Em nota oficial, o atual coordenador do Conselho Tutelar, Daniel Batista, declarou que diante da gravidade dos fatos e da seriedade do órgão em zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, estará ofertando a denúncia ao Ministério Público Estadual, por ser esta de interesse público, e caberá ao responsável pelo órgão ministerial disciplinar sobre os fatos relatados.
O documento ainda pontua que o Conselho não irá interferir ou agir efetivamente nesta questão e aguardará o parecer da justiça e da prefeitura quanto ao assunto.
De acordo com o CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente ), a promotoria questionou a respeito do assunto e verificou que a documentação do conselheiro está de acordo com o solicitado, o caso foi arquivado e não existe nenhuma questão no momento que desabone o conselheiro eleito de assumir o cargo.