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Porque não basta picar; tem de fazer barulho- tem de irritar

A grande quantidade de mosquitos e pernilongos tem preocupado os três-lagoenses.

Hojemais de Três Lagoas - Bruna Taiske
28/07/18 às 07h30
(Divulgação)

A grande quantidade de mosquitos e pernilongos tem preocupado os três-lagoenses. Os moradores alegam que, em diversos horários, os insetos surgem em grande quantidade.  

“Aqui está uma infestação de pernilongos muito grande - não tem hora do dia. Estão em todos os cantos das nossas casas e quintais. Não há lugar, nem horário. A quantidade de pernilongos está assustadora. Um horror” – revela Leidir Soares de Freitas, moradora do Jardim das Oliveiras.

Segundo a população, a maior preocupação está relacionada com a ausência do ‘fumacê’ e a presença dos mosquitos transmissores da dengue. 

A medida visava exatamente a borrifação com inseticida nas áreas infestadas. No entanto, os proprietários de imóveis relatam que tal prática não tem ocorrido.

Dide Alves é um deles. Morador no Bairro Nossa Senhora Aparecida, ele relata que o número de pernilongos reduzia, satisfatoriamente, quando a pulverização era feita. 

“Era muito bom, porque a quantidade de insetos, pernilongos, não existia praticamente. Estamos preocupados porque, na minha casa mesmo, não podemos nem ficar com a porta aberta depois das cinco horas da tarde. Até na sala é difícil ficar. Nosso maior medo é a dengue” – afirma.

Jaqueline Knup compartilha a mesma situação; ela conta à nossa reportagem que no Jardim Alvorada também há manifestação de pernilongos e reforça a importância do fumacê.

Eucedes Sobral, que reside no Bairro JK, improvisou e criou o próprio método para espantar os mosquitos e pernilongos. 

“Agora pouco peguei alguns 'trapos' e fiz um fumacê no fundo de casa, porque eu não estava aguentando. Estava zunindo igual abelha.  No JK tem pernilongos demais" – pontua.

Combate

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Promoção de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou à população que, durante todo este mês, será realizada uma programação de vistoria e tratamentos de bueiros, galerias e bocas de lobos da Cidade.

Segundo o coordenador da Promoção de Saúde, Waldir José de Souza: 

“Para o combate das larvas de mosquitos - principalmente do Aedes aegypti - transmissor da dengue, da febre amarela, da zika vírus e chikungunya, nossos agentes utilizarão um biolarvicida nos bueiros e poças d´água encontradas nos bairros com maior incidência de casos confirmados de dengue” - disse.

Ainda de acordo com o coordenador: “Fazemos esse trabalho regularmente na Cidade; mas, este mês, trabalharemos em conjunto com o ‘Meu Bairro Limpo’ para que consigamos eliminar os focos com maior incidência antes dos períodos de chuva” - explicou Waldir.

Inverno quente e seco favorece aumento de ataque

Há um aumento do ataque de pernilongos domésticos neste inverno porque as condições climáticas – tempo quente e seco – impedem que as larvas morram. Pelo contrário, a falta de chuva torna os criadouros mais estáveis, ricos em matéria orgânica, favorecendo o desenvolvimento das larvas - o que resulta em uma maior quantidade de mosquito.

Maiores e adaptados a inseticidas, eles criam nichos dentro de casa - como fossas de elevador e armários - onde entram para fazer a digestão. 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas informou na última terça-feira (24) que o fumacê só é utilizado quando há epidemia ou surto de dengue, zika e chikungunya; ou seja, não é utilizado no controle de pernilongos (mosquito Culex).

“Nunca usaremos o fumacê para controle de pernilongos; e, sim, no controle do mosquito Aedes aegypt. Mas, o inseticida utilizado nesse método não é a solução ideal; por isso, quando uma determinada localidade registra muitos casos, usa-se o fumacê como forma de reduzir a população de mosquitos alados, pois ele não mata as larvas e fica no ar por apenas duas horas - ou seja - mata apenas os mosquitos que estão no caminho do fumacê no dia em que ele foi passado” – explicou Geórgia, coordenadora.

A recomendação é que se evite passar o inseticida todos os dias, priorizando passá-lo em três ciclos - num período de quatro a cinco dias; com isso, há a possibilidade de, nesses intervalos, novas larvas eclodirem e novos mosquitos nascerem.

Geórgia explicou ainda que “por hora, se não há o uso do fumacê é sinal que estamos conseguindo controlar os mosquitos transmissores de doenças”, finalizou a coordenadora.

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(Reprodução)
(Aurora Villalba)
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