O prédio onde funcionava a escola do Sesi (Serviço Social da Indústria), na região central de Três Lagoas, pode se transformar em um centro de educação infantil ainda este ano. As informações foram concedidas com exclusividade ao Hojemais, pela equipe do Sesi na Capital do estado.
Esta é uma das três propostas enviadas ao conselho do Sesi, que deve deliberar sobre o assunto ainda neste semestre e decidir para quais fins a edificação será utilizada. O conselho se reúne uma vez ao mês, o que torna o processo moroso.
Em 2018 o Sistema anunciou que o prédio seria leiloado com lance mínimo de R$ 6 milhões, porém o processo foi travado um dia antes do pregão acontecer, devido a uma comunicação de ilegalidade do processo feita pela assessoria jurídica da prefeitura de Três Lagoas.
De acordo com entrevista concedida por Luiz Henrique Gusmão, na época em que os fatos aconteceram, o leilão ia contra a Lei Municipal nº 302, assinada em março de 1968, pelo então prefeito Michel Thomé.
Conforme o acordo de doação firmado entre o município e a instituição, os 10 mil m² doados ao Sesi devem ser utilizados para a construção de um Centro Social e em caso de desocupação do prédio, em qualquer época, o imóvel e todas as benfeitorias realizadas, devem ser revertidas ao município.
O prédio, localizado na Avenida Eloy Chaves, foi construído em uma área de 10 mil m², contendo uma ala administrativa, salas de aula, laboratórios, auditórios, academia, vestiários, piscinas adulto e infantil, tanque de areia, quadras cobertas e poliesportivas, quadra de vôlei de areia, caixa d’água, poço semi artesiano e muro externo.
O processo licitatório foi considerado irregular, o prédio não foi vendido e continua sob a responsabilidade do Sesi, que mantém às portas fechadas à pelo menos dois anos, enfrentando o processo burocrático para que qualquer alteração de ordem física sejam realizadas.