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Puxado por guindaste, avião que caiu com Marília Mendonça será tirado de área rural e levado para aeroporto

O avião bimotor que caiu com a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas será retirado do local da queda, na zona rural de Caratinga (MG), e levado para o aeroporto de Caratinga, onde deveria ter pousado, já no município de Ubaporanga (MG).

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07/11/21 às 12h41

O avião bimotor que caiu com a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas será retirado do local da queda, na zona rural de Caratinga (MG), e levado para o aeroporto de Caratinga, onde deveria ter pousado, já no município de Ubaporanga (MG).

Os trabalhos começaram por volta das 9h deste domingo (7) e até a última atualização desta reportagem ainda não haviam terminado.

Na operação, foi usado um guindaste para içar o avião. No início, a equipe encontrou dificuldades, mas ele já foi puxado de um ponto ao lado da cachoeira, onde tinha caído, para uma área mais alta do terreno.

Para levá-lo para o aeroporto, a Polícia Militar informou que será deslocado um helicóptero para auxiliar no procedimento. Uma hipótese cogitada é a de que o helicóptero leve o avião diretamente ao aeroporto, mas isso vai depender do peso. Conforme for, segundo a PM, pode ser que seja necessário cortar a aeronave em algumas partes para fazer o seu transporte.

Na noite de sábado (6), a aeronave já havia sido retirada da correnteza da cachoeira, onde caíra na sexta-feira (5), a cerca de 2 km do aeroporto de destino, após bater em um cabo de distribuição de energia.

A empresa dona da aeronave, PEC Táxi Aéreo, foi autorizada a recolher os destroços após o trabalho de perícia da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) feito no local do acidente.

O Cenipa informou que uma segunda etapa da perícia será realizada no hangar onde o avião ficará. Ainda segundo o órgão, todas as evidências iniciais que poderiam ser usadas na investigação já foram retiradas da aeronave.

O órgão confirmou, no sábado, que o avião bimotor não possuía caixa-preta, mas foi encontrado um spot geolocalizador, que será confrontado com o plano de voo e poderá ajudar a entender as causas do acidente.

“Ainda não fizemos nenhuma análise, nosso serviço aqui agora é procurar evidências. Então, ela é uma evidência que será analisada em outro momento. Esse geolocalizador dá coordenadas geográficas, posições no terreno por onde essa aeronave pode ter passado”, explicou o tenente-coronel Oziel Silveira, chefe do Cenipa III.

Também no sábado, a Polícia Civil confirmou que o segundo motor da aeronave foi localizado a cerca de 200 metros de distância do local do acidente.
Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), antes da queda, a aeronave atingiu um cabo de uma torre de distribuição da empresa. Pilotos que sobrevoaram a região próximo ao momento do acidente e também testemunhas disseram que o avião "rasgou" fios de alta tensão ligados a uma torre próximo ao local.

A aeronave estava com a documentação em dia e tinha autorização para fazer táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

(*) G1 MS

 

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