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'Se eu pudesse mudar minha vida, a única coisa que mudaria seria as doenças dos meus filhos', diz Robson

Os filhos são a maior dádiva que podemos receber.

com colaboração de Aurora Vilalba - Iolanda Carvalheiro
08/08/18 às 13h44

Os filhos são a maior dádiva que podemos receber. São carinhosos, perfeitos e o amor é incondicional. Todo pai faria qualquer coisa por seus filhos, ainda mais ao vê-los sofrer... Saber que se filho possui alguma doença não é fácil, mas ver cada sorriso após as consultas vale a pena. Robson é pai de 4 crianças, e toda semana tem de se deslocar para diversas cidade para tratar os filhos.

Robson Machado da Silva, de 41 anos, é pai de 4 filhos. Gustavo de onze anos, Samir e Samuel gêmeos de 6 anos e Samila de 4 anos. Os gêmeos e a caçula são filhos de Robson com Aparecida Alves Machado, e Gustavo é filho de Aparecida, mas para Robson é filho igual.

Infelizmente Samir e Samuel possuem doenças graves desde o nascimento, e possuem expectativa de vida muito baixa. Além disso Samila e Samir possuem intolerância a proteínas, que os impossibilitam de comer comidas do dia a dia.

“Samir e Samila tem intolerância a proteína, muitas coisas eles não podem comer, como feijão, carne vermelha, se eles comerem arroz não podem comer macarrão, bastante coisa eles são impossibilitados de comer”, disse Robson.

A rotina do casal, por conta das condições dos filhos, é corrida. Robson trabalha de motorista 6 dias e fica de folga dois dias, e toda semana toda a família tem que viajar para ir aos médicos das crianças.

O pai comenta que Samila faz tratamento em São Paulo, Capital, o Samir e o Samuel em Ribeirão Preto e em Campo Grande, deixando a rotina apertada.

“Toda semana eles têm que visitar os médicos, porque eles dizem que as doenças das crianças não têm cura, mas tem tratamento, por isso temos que leva-los em outras cidades. E a gente acredita em Deus, Ele é poderoso, não podemos esquecer”, falou.

Os gêmeos já nasceram com complicações de saúde. Não tinham chance de andar, falar, e teriam uma sequela. Mas Robson diz que foi a mão de Deus que os tocou.

“Eu já sabia que eles nasceriam com algum problema, mas não com tudo isso. Nos exames de gravidez a médica contou que iam nascer com problema. A gente foi em 10 médicos que falaram a mesma coisa, que eles não iriam nem andar e conversar e ficariam com sequela. Agora os dois tem seis anos, todo mundo vê eles andando para cima e para baixo, eles dão até mais trabalho que uma criança normal, muito ativos, brincam muito. Foi a mão de Deus”, afirmou.

Já Samila, que também nasceu com estas condições, passou por situações ainda mais complicadas.

Quando bebê caiu do bebê conforto e cortou sua língua quase por inteira, e mais velha ingeriu veneno sem saber.

“ Nós estávamos na Clínica da Criança, e ela caiu do bebê conforto aí decepou a língua, ficou grudada só no courinho. Nós fomos para o hospital, ela fez a cirurgia na língua, aí quando já estava boa intoxicou com veneno. A gente morava nos predinhos a síndica bateu uma barragem nas caixinhas e a gente não sabia, intoxicou no banheiro pelo cano. Quase morreu”, comentou Robson.

“A gente é especial porque os filhos também são, mas estamos na luta, vamos vencer se Deus quiser, para Deus nada é impossível. Se eu pudesse mudar minha vida, a única coisa que mudaria seria as doenças dos meus filhos”, finalizou. 

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