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Taxa de desemprego em Mato Grosso do Sul cai para 2,9% e atinge menor nível da série histórica

Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os estados com menor taxa de desemprego do país.

Da Redação
16/08/25 às 13h24
Imagem: Arquivo

Mato Grosso do Sul registrou no 2º trimestre de 2025 a menor taxa de desocupação já observada para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Trimestral) do IBGE, em 2012. O índice caiu para 2,9% , reforçando o bom desempenho do mercado de trabalho estadual.

O resultado representa queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4%) e de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (3,8%), conforme aponta o Boletim do Observatório do Trabalho elaborado pela Semadesc e pela Funtrab .

Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os estados com menor taxa de desemprego do país , atrás apenas de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). Já a média nacional ficou em 5%. Em Campo Grande, a taxa de desocupação foi de 4,3% , a oitava menor entre as capitais.

“Um recorde histórico”, diz secretário

Para o secretário Jaime Verruck , da Semadesc, os números confirmam a solidez da economia estadual.

— Devemos comemorar a taxa de 2,9% registrada neste segundo trimestre. É praticamente um recorde histórico de desemprego extremamente baixo em Mato Grosso do Sul. Esse resultado mostra que os investimentos privados têm contribuído para ampliar o emprego — afirmou.

Verruck destacou também a contribuição de políticas públicas de qualificação. Segundo ele, programas como o MS Qualifica vêm ajudando a preparar a mão de obra, conectar trabalhadores a vagas e ampliar a empregabilidade.

Informalidade em queda

Outro ponto positivo foi a redução da taxa de informalidade , que ficou em 32% , o terceiro menor índice já registrado para o período. A subutilização da força de trabalho foi de 9,8%, atingindo 281 mil pessoas, enquanto o percentual de desalentados caiu para apenas 0,8% .

— Não apenas reduzimos o número de desempregados, mas também conseguimos transferir trabalhadores que estavam na informalidade para o mercado formal. Isso reduz a pressão sobre programas sociais e fortalece a economia — avaliou Verruck.

Rendimento e setores

O rendimento médio real do trabalho principal foi de R$ 3.466 , alta de 2,09% em relação ao mesmo período de 2024, embora tenha recuado frente ao trimestre anterior (R$ 3.891).

No recorte por setor, os destaques são:

  • Administração pública, saúde, educação e serviços sociais – 20,9% dos ocupados;

  • Comércio e reparação de veículos – 19,3%;

  • Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura – 10,7%.

Atualmente, o mercado formal concentra 67,9% dos trabalhadores do Estado.

Agricultura, indústria e perspectivas

Segundo o secretário, o bom resultado também reflete a recuperação da safra agrícola, a retomada da colheita florestal e o fortalecimento da indústria local.

 

— Mesmo o “tarifaço” dos EUA, que terá reflexos futuros, não impactou significativamente o emprego no curto prazo. Com investimento em qualificação, redução da informalidade e estímulo ao setor privado, Mato Grosso do Sul está no caminho certo. A melhor forma de inclusão social é o emprego formal — concluiu Verruck.

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