O uso de tornozeleira eletrônicas em agressores de violência doméstica, vem sendo implantado há mais de um ano em Campo Grande. A realidade poderá chegar em Três Lagoas e fortalecer a segurança de mulheres que solicitam medida protetiva contra os ex-companheiros.
Segundo a meritíssima Jaqueline Machado, juíza da 3ª Vara de violência doméstica da capital na Casa da Mulher Brasileira e coordenadora da mulher em situação de violência doméstica e familiar do Mato Grosso do Sul, a ação faz com que os agressores se mantenham afastados quando a medida não é cumprida.
“Na maioria dos casos de feminicídios no estado a vítima não entrou com medida protetiva contra os agressores e nós sempre batemos nessa tecla de que é importante a mulher denunciar e também fazer a denúncia quando não há o cumprimento dessa medida”, diz.
Conforme Jaqueline, os números em Três Lagoas mostram que há um grande índice de violência contra mulheres no município, a punição segundo ela, precisa ser consolidada mesmo quando a vítima volta a conviver com o autor.
“Nós temos que ter duas frentes, uma delas é a prevenção, a proteção da mulher e a punição, tem que haver a responsabilização pelo crime cometido. Não é porque simplesmente retomaram convivência que vai relevar, há uma consequência”, completa.
Projetos
A coordenadoria conta com projetos de enfrentamento contra a violência doméstica, o “Mãos empenhadas contra violência” é uma delas. O programa faz a captação de profissionais de salões de beleza para atuar e ouvir as mulheres que contam no estabelecimento as agressões sofridas.
“Elas são treinadas para identificar a violência e ajudá-la, apoiá-la, informá-la como uma rede de atendimento funciona. Também temos grupos reflexivos de agressores em andamento, onde os agressores são levados a repensar suas atitudes”, afirma a juíza.
Colaborou Aurora Villalba.